Polícia Civil prende grupo que criava perfis falsos para difamar e extorquir influenciadores

O grupo criminoso era responsável por 45 perfis falsos no Instagram, usados para disseminar fake news e extorquir vítimas diversas.

Postado em: 08-10-2021 às 10h36
Por: Ícaro Gonçalves
O grupo criminoso era responsável por 45 perfis falsos no Instagram, usados para disseminar fake news e extorquir vítimas diversas | Foto: Divulgação/ Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) deflagrou na manhã desta sexta-feira (8/10) a segunda fase da Operação Elite Fake, que investiga a atuação de grupo criminoso responsável por administrar 45 perfis de redes sociais, usados para disseminar fake news e extorquir vítimas diversas.

No âmbito da operação, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos cumpriu oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/GT3) e equipes de policiais civis de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Inhumas.

A investigação apontou que as dezenas de perfis falsos no Instagram são utilizados para atacar a honra e a imagem de profissionais de destaque em várias áreas, tais como digitais influencers, médicos, dentistas, artistas, organizadores de eventos, entre outros.

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O objetivo era disseminar notícias mentirosas contra as vítimas, além de lucrar financeiramente ao lhes exigirem pagamento, tanto para evitar a realização das publicações caluniosas e difamatórias, quanto para excluir as postagens que já teriam sido realizadas, configurando atos de extorsão.

Entre os presos estão um homem de 31 anos de idade, morador de Aparecida, e uma mulher de 43 anos de idade, de Goiânia. Também foram realizados oito mandados de busca e apreensão domiciliares, sendo quatro na cidade de Goiânia, dois em Aparecida de Goiânia e dois em Inhumas.  

A operação

Na primeira fase das investigações, ocorrida em abril deste ano, cinco envolvidos nos delitos foram identificados, sendo comprovado que tais investigados participam da associação criminosa como produtores das notícias falsas.

Após a primeira operação, os criminosos apagaram todos os perfis criminosos identificados, criando novos perfis no Instagram e continuando a prática dos crimes.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de Calúnia, Difamação, Associação Criminosa, Extorsão, Comunicação Falsa de Crime e Falsidade Ideológica, além de outros crimes que poderão ser apurados após a análise dos dados coletados nesta fase.

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