Sexta-feira, 09 de junho de 2023

Justiça mantem prisão do dono da Tropical Pneus, suspeito de desvios em licitações

Os investigados são suspeitos de organizarem fraudes em licitações de pneus para prefeituras de Goiás e mais três estados.

Postado em: 28-10-2021 às 10h59
Por: Ícaro Gonçalves
Os investigados são suspeitos de organizarem fraudes em licitações de pneus para prefeituras de Goiás e mais três estados | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O Poder Judiciário decidiu por manter a prisão do empresário dono da Tropical Pneus, Sérgio Carlos Ferreira, e de seus dois filhos, Sérgio Carlos Ferreira Filho e Rafael Xavier Ferreira, convertendo suas prisões temporárias em preventivas durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (27/10).

Os investigados são suspeitos de organizarem fraudes em licitações de pneus para prefeituras de Goiás e mais três estados. Também foram convertidas em preventivas as prisões de Paulo Augusto Monteiro, o contador das empresas, e do representante comercial da Tropical que participava dos processos licitatórios, Wener Miranda da Silva.

A advogada que prestava assessoramento ao grupo, Lisa Fabiana Barros, também teve sua prisão domiciliar decretada. Também foi preso Clodoaldo José Barbosa, sócio de algumas empresas investigadas, acusado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) de ser o atual líder do esquema.

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Entenda o caso

Com a deflagração da Operação Fator R, o Ministério Público de Goiás (MPGO) cumpriu na última terça-feira (26/10) 36 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão preventiva em Goiás e Mato Grosso.

Leia também: Tropical Pneus é alvo de investigação do MP por fraude de R$ 71 milhões em licitações

Entre os alvos da investigação, está a empresa Tropical Pneus, suspeita de fraudar licitações em 148 municípios goianos, além 49 municípios do Mato Grosso, 1 município do Tocantins e 1 município da Bahia.

Segundo o inquérito, o grupo criminoso recebeu, em dez anos, cerca de R$ 71.675.380,53 em contratos firmados com a quase totalidade dos municípios goianos. Usando um esquema fraudulento intitulado Falso Simples, ela burlou licitações ao se qualificar como pequena ou microempresa.

Diversas empresas “laranjas” foram criadas para blindar o patrimônio da organização. Além de fraudar as licitações, os investigados são suspeitos de praticar falsidades ideológicas, peculato, corrupção, lavagem de capitais, dentre outros crimes.

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