HCamp será transformado em Hospital da Criança

Postado em: 25-11-2021 às 08h34
Por: Daniell
HCamp deve ser desmobilizado em dezembro, quando passará para o atendimento pediátrico. | Foto: Reprodução/Internet

Até dezembro deste ano, o Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), símbolo de combate à pandemia da Covid-19 em Goiás, deve ser transformado em uma unidade de atendimento pediátrico. No entanto, segundo o superintendente de Atenção Integral à Saúde, Sandro Rodrigues, as mudanças não significam que os leitos vão deixar de existir.

“O HCamp deve ser desmobilizado em dezembro. Temos organizado esse processo para reconfigurar o sistema. Estamos com 81 pacientes internados atualmente. A lógica é que tenha leitos exclusivos, mas que trabalhe em UTIs gerais também”, explica. Os leitos exclusivos para pacientes com Covid devem permanecer no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e em outros hospitais, a exemplo da unidade de Luziânia, localizada no Entorno.

Com relação à uma possível quarta onda da Covid-19, ele avalia que as alterações vão ocorrer de acordo com a necessidade. Até a última atualização, a taxa de ocupação nos leitos da rede estadual era de 24%. “Se ocorrer uma quarta onda, esses leitos podem ser redirecionados se houver necessidade. O processo deve ser concluído ainda neste ano”, explicou Sandro.

O HCamp foi aberto em março de 2020, no Parque Acalanto, em Goiânia, devido à grande quantidade de pacientes infectados pelo novo coronavírus. A unidade se consolidou como um símbolo do combate à Covid-19 em Goiás. Foram atendidas cerca de 47 mil pessoas com Covid-19 ou com suspeita, sendo que destas 7,8 mil precisaram de internação e 1,8 mil morreram. Ao ser inaugurado, em março do ano passado, eram 70 leitos de UTI e 140 semicríticos.

Ao decorrer da pandemia, tornou-se necessário a ampliação do número de leitos de UTIs. Mesmo assim, em diversos momentos, todos os leitos intensivos estavam ocupados.

Hospital da Criança

Após o avanço da vacinação em massa, a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SESGO) decidiu reorganizar a estrutura da unidade para atendimento pediátrico, já que a demanda registrou crescimento nos últimos anos. De acordo com a Secretaria, a nova unidade contará com os mesmos atendimentos oferecidos pelo Hospital Materno-Infantil (HMI). A pasta comprará o prédio, que hoje pertence ao Ipasgo, por aproximadamente R$ 150 milhões. A maior UTI do hospital conta com 20 leitos, todos equipados com respiradores e atualmente vazios.

Segundo o titular da SES, Ismael Alexandrino, com o novo perfil, o número de leitos críticos deve ser reduzido para cerca de 30. Os equipamentos serão aproveitados em outras unidades de saúde geridas pelo Estado.

Menor taxa registrada

Goiás registrou a menor taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com Covid19 do Estado na última terçafeira (23): cerca de 25%. O histórico da SES aponta que esse é o menor índice registrado desde o início da pandemia do novo coronavírus.

O primeiro registro de ocupação foi no dia 20 de marco do último ano, com uma taxa de ocupação de 38%. Já o pico ocorreu em abril do mesmo ano, quando a SES chegou a registrar uma taxa de ocupação de 99% dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19. 

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