Considerado o ‘Novo Lázaro’, suspeito de triplo homicídio mobiliza polícia de Goiás

Policias Civil e Militar de Goiás estão concentradas em Abadiânia (GO) nas buscas por homem que matou a mulher, a filha e um fazendeiro.

Postado em: 30-11-2021 às 09h52
Por: Alexandre Paes
Policias Civil e Militar de Goiás estão concentradas em Abadiânia (GO) nas buscas por homem que matou a mulher, a filha e um fazendeiro. | Foto: Reprodução

As Polícias Civil e Militar do Estado de Goiás montaram uma força-tarefa com pelo menos 50 agentes, cães farejadores e até um helicóptero para caçar o caseiro Wanderson Mota Protácio, 21 anos, que está foragido no entorno do Distrito Federal. Ele é suspeito de matar a própria mulher, que estava grávida de quatro meses, a enteada de 1 ano e oito meses e um fazendeiro.

Os crimes ocorreram no domingo (28/11), na região de Corumbá de Goiás, a cerca de 124km de Brasília, e remetem ao caso Lázaro, ocorrido em junho deste ano. As buscas têm como um dos focos principais a região de mata de Abadiânia (GO), onde o homem possivelmente estaria escondido.

Rânia Aranha Figueiro, 21, que estava grávida, e a enteada Geysa Aranha da Silva Rocha foram mortas a facadas. Pouco antes, o homem teve uma discussão com a mulher, e depois de matar mãe e filha, ele foi até a casa do patrão e pegou um revólver com seis munições, e matou o proprietário Roberto Clemente de Matos com um tiro na cabeça.

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Após isso o suspeito ainda tentou estuprar a esposa do fazendeiro, mas antes de fugir a vítima foi atingida por um tiro no ombro. Nesse momento a mulher se fingiu de morta e conseguiu escapar de Wanderson.

Simone de Jesus, que ajudou a socorrer a vizinha. “’Ele chegou lá, conversou, tirou a arma e atirou nele [no fazendeiro] e me machucou, me bateu, tentou me violentar’, foi isso que ela falou para mim. Eu falei: ‘Você está muito machucada’. E ela falou: ‘Estou. Muito machucada’”, contou a produtora rural em entrevista à TV Globo.

Policiais militares de Corumbá, Abadiânia, Anápolis e representantes da tropa de Goiânia fazem parte da operação. A Segurança Pública do estado tenta evitar que o caso se prolongue e não se transforme em um novo caso Lázaro.

Admiração por Lázaro

De acordo com pessoas próximas a Wanderson Mota Protácio, durante as coberturas do caso Lázaro, em junho deste ano, Wanderson acompanhava e demonstrava admiração pelo criminoso que foi morto ao ser capturado pela polícia após semanas intensas de busca.

O caseiro Lázaro foi capturado depois de 20 dias e morreu com pelo menos 38 tiros, no dia 28 de junho, após resistir à prisão. Os policiais dispararam 125 tiros antes de o criminoso ser morto em uma região de Águas Lindas (GO), cerca de 20 quilômetros da base montada pela força-tarefa em Girassol.

Lázaro é acusado de vários assassinatos, entre eles, o de uma família que morava em Ceilândia, no Distrito Federal.

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