Desemprego registra queda, mas informalidade chega a 41,3% em Goiás

Postado em: 03-12-2021 às 09h26
Por: Maiara Dal Bosco
Rendimento médio dos goianos também caiu e ficou abaixo da média nacional, aponta IBGE | Foto: Reprodução

O desemprego em Goiás caiu de 13,5% para 10% nos meses de julho, agosto e setembro de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano passado. No trimestre anterior a taxa era de 12,4%. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD Contínua). Por outro lado, a taxa de informalidade no período cresceu, passando de 40,9% no segundo trimestre para 41,3% no terceiro trimestre, o que representa 79 mil pessoas a mais trabalhando informalmente. Ao todo, Goiás tem 1,4 milhão de pessoas em trabalhos informais.

Com relação ao desemprego, o IBGE aponta que, em números absolutos, a população desocupada em Goiás foi estimada em 375 mil pessoas, com queda de 80 mil em relação ao trimestre anterior, ou seja, a variação de -17,6%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve redução de 104 mil pessoas desocupadas, ou seja, 21,7%. A pesquisa averiguou que Goiás possuía 3,74 milhões de pessoas na força de trabalho no terceiro trimestre do ano corrente, aumento de 2,2% em relação ao trimestre anterior. Já a taxa de desocupação é o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho durante o período analisado.

Para entender melhor o cenário dos dados divulgados, a reportagem conversou com o Economista Luiz Carlos Ongaratto. Ele explica que, quando falamos em índice de desemprego, estamos falando sobre a metodologia de cálculo desse indicador. “Se o desemprego diminui mas a informalidade aumenta, significa que uma grande parte das pessoas que estavam buscando empregos formais, deixou de fazê-lo”, afirma.  

De acordo com o especialista, é comum pensarmos que o índice de desemprego reflete a porcentagem de pessoas desocupados, quando, na verdade, diz sobre a porcentagem da população que está buscando emprego e não consegue. “É comum percebermos ainda que, em países que têm crises por muitos anos, o índice de desemprego vai diminuir, o que não ocorre porque está havendo mais emprego, mas sim porque as pessoas estão desistindo de buscar por empregos formais e indo para a informalidade”, afirma o economista.

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade considera categorias como: empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Rendimento Médio

Outro dado trazido pelo IBGE aponta que o rendimento médio dos goianos também caiu e ficou abaixo da média nacional. No terceiro trimestre de 2021, a pesquisa estimou que o Rendimento Médio Real Habitual de Todos os Trabalhos foi de R$ 2.363 no Estado. Esse valor representa uma queda de 2,5% em relação ao segundo trimestre, quando o valor era de R$ 2.423, e de 4,9% em relação ao terceiro trimestre de 2021, quando o montante era de R$ 2.485. No país, o rendimento médio foi de R$ 2.459.

Em relação aos grupamentos de atividades no trabalho principal, a pesquisa registrou aumento de 34,7% de pessoas ocupadas no grupo alojamento e alimentação, passando de 133 mil no segundo trimestre para 179 mil pessoas no terceiro trimestre de 2021. Houve aumento também no grupo agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, saindo de 266 mil pessoas para 280 mil. Os demais grupos apresentaram estabilidade estatística em relação ao segundo trimestre do ano. (Especial para O Hoje).

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