Goiânia é a terceira cidade do país mais influente quando ligada a outros estados

Postado em: 16-12-2021 às 06h00
Por: Redação
Capital é exemplo de gestão para cidades de outros estados | Foto: reprodução

Por Daniell Alves

A Capital tem a terceira maior rede urbana em tamanho do Arranjo População Goiânia (AP) do país, ficando atrás apenas de Manaus (AM) e de Belém (PA). As informações fazem parte do estudo  Regiões de Influência das Cidades 2018 (REGIC) divulgada, ontem, (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Regic define a hierarquia dos centros urbanos brasileiros e delimita as regiões de influência a eles associados. É nessa pesquisa em que se identificam, por exemplo, as metrópoles e capitais regionais brasileiras e qual o alcance espacial da influência delas sobre o cotidiano de outras.

Isso quer dizer que a Capital, pela estrutura, em vários eixos, tem forte poder de comunicar experiências de trabalho e serve de referência prática para outras localidades que visam o desenvolvimento aliado à responsabilidade ambiental, e outros pontos como serviços e mão-de-obra.

Além disso, Goiânia ocupa a décima posição em tamanho populacional, com posições condizentes com as de outras redes das Regiões Norte e Centro-Oeste. Já a amplitude da rede urbana de Aparecida de Goiânia engloba área de 964.430,5 km2. O equivalente a 11,3% do território nacional. A REGIC define a hierarquia dos centros urbanos brasileiros e delimita as regiões de influência a eles associados. É nessa pesquisa em que se identificam, por exemplo, as metrópoles e capitais regionais brasileiras quanto ao alcance espacial da influência delas em relação a outras cidades limítrofes.

Conforme explica a Prefeitura de Goiânia, desde 2011, a cidade faz parte de uma rede de Cidades Sustentáveis destinada ao desenvolvimento de programas que visam a melhoria da qualidade de vida e promovam a colaboração entre municípios de porte intermediário. A exemplo da italiana Florença e a espanhola Bilbao.

De acordo com o Instituto, o aumento da rede urbana de Goiânia deve-se à centralidade que possui com sua hinterlândia (englobamento de várias regiões afastadas umas das outras)  e ao atendimento a bens e serviços de complexidade variada, acrescida da função de capital estadual.

A Região Ampliada de Goiânia, por sua vez, cobre uma área mais reduzida do país, quando comparada à rede urbana, são 753.072 km2, 8,8% do território nacional, que engloba parte de Goiás, abrigando, junto com o Distrito Federal, também, a Região Ampliada do AP de Brasília (DF). Onde engloba, ainda, Tocantins e a parte leste do Mato Grosso.

Alagamento 

Por outro lado, a cidade ainda necessita de áreas verdes para evitar alagamentos no período chuvoso, como aponta a arquiteta e urbanista do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO), Adriana Mikulaschek, em entrevista ao O Hoje. “A cidade está cada vez mais, crescendo, e há mais construções e pavimentações. O grande problema do alagamento é a falta de capacidade do solo de receber essa água que cai da chuva, que estão cada vez mais fortes. Isso ocorre devido ao aquecimento global. Então, ele gera secas maiores e chuvas mais torrenciais”, diz. 

Para que este cenário mude, o nível de permeabilidade do solo deve aumentar. “Fazer com que essa chuva infiltre no local em que ela caia. Isso é complicado, mas o uso de infraestruturas verdes é um instrumento bastante eficaz para que isso aconteça. São infraestruturas aliadas à natureza. Então eu posso ter represas de contenção, lagoas de contenção, jardins de chuva em que, ao invés da chuva ir para a valeta e depois boca de lobo, já se infiltra no local”, avalia. 

Adensamento 

A pesquisa do IBGE mostra que o recorte urbano-regional goiano é composto por duas regiões ampliadas com os dois Núcleos principais: o AP de Brasília (DF) e o AP de Goiânia, ambos com categoria metropolitana, conferindo relações complexas e variadas com as cidades que centralizam e estabelecem ligações. 

Na de Goiânia, as relações entre as cidades contam com um adensamento na rede que contabiliza uma metrópole, três capitais regionais, 17 centros sub-regionais, 31 centros de zona e 274 centros locais, ao todo 342 cidades, sendo 16 delas Arranjos Populacionais. “O encadeamento desta rede imprime uma complementaridade entre os centros urbanos que a compõem, assim como com a Região Ampliada de Brasília (DF), culminando com a formação, no estado de Goiás, de um eixo de maior desenvolvimento constituído por Brasília (DF) – Anápolis – Goiânia”, informa o estudo. (Especial para O Hoje). 

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