Nove dos vinte maiores PIBs do Centro-Oeste são goianos

Postado em: 18-12-2021 às 08h35
Por: Daniell Alves
Logística privilegiada e localização estratégica impactam nos resultados em Goiás. | Foto: Reprodução/Internet

O Estado possui nove dos vinte maiores PIBs municipais com destaque para, além de Goiânia, Anápolis (R$ 14,7 bilhões), Aparecida de Goiânia (R$ 14,4 bilhões) e, na sequência,  Rio Verde (R$ 10,0 bilhões), segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Anápolis e Aparecida de Goiânia aparecem em 5°e 6° lugares respectivamente, atrás somente das capitais da Região Centro-Oeste.

No ranking dos vintes maiores PIBs municipais estão Catalão (R$ 7,0 bilhões) aparece em 12º, seguido de Jataí (R$ 5,3 bilhões) em 15º, Itumbiara (R$ 4,1 bilhões) em 17º, Luziânia (R$ 4,1 bilhões) em 18º e Senador Canedo (R$ 3,7 bilhões) em 20º. Os três últimos subiram, cada um, uma posição no ranking do Centro-Oeste.

O maior destaque entre os segmentos está na Indústria Goiana, que após um recuo de 1,8%, no ano anterior, voltou a crescer em 2019, atingindo 2,9% de participação no PIB estadual. Para o titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel de Sant’Anna Braga Filho, apesar de todas as dificuldades enfrentadas naquele período, o governo tem conseguido promover o crescimento do PIB da indústria e dos serviços.

“O empresário encontra as melhores condições no Estado. Logística privilegiada, localização estratégica, incentivo fiscal desburocratizado, segurança pública adequada e apoio do governo. O resultado é a expansão da economia”, diz. 

De acordo com o Estado, A recuperação do PIB goiano ocorreu devido ao bom desempenho apresentado por todos os setores da economia. Nas atividades ligadas à indústria cresceu 2,9%, serviços (1,9%) e agropecuária (1,4%). Na passagem de 2018 para 2019, o valor adicionado cresceu 2,1% nas atividades do PIB goiano.

Recuperação e desempenho 

No segundo trimestre deste ano, o PIB cresceu 4,4% no segundo trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A informação é do Boletim da Economia Goiana, produzido pelo Instituto Mauro Borges (IMB), jurisdicionado à Secretaria-Geral da Governadoria (SGG). O estudo aponta sinais de recuperação do processo produtivo no Estado, alavancado pelo melhor desempenho de setores como pecuária, indústria, serviços e comércio, em relação aos meses de abril, maio e junho de 2020, início da pandemia de Covid-19.

Conforme o gerente de Estudos Macro responsável pela condução do estudo, Anderson Mutter Teixeira, o resultado positivo mostra que a economia goiana está mais resiliente aos choques econômicos sofridos em escala mundial. “Historicamente, o Índice de Atividade Econômica do Brasil, elaborado pelo Banco Central, tem mostrado que o desempenho goiano está acima do nacional. Em especial, no que tange ao segundo trimestre de 2021, tanto o indicador nacional como o regional vêm apresentando crescimento. Isso reflete a retomada econômica que ocorre no Brasil e em Goiás, à luz da retomada das atividades econômicas ao patamar pré-pandemia”, pontua. (Especial para O Hoje). 

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