Contratação de serviço de limpeza doméstica e comercial supera nível pré-pandemia

Postado em: 20-12-2021 às 08h06
Por: Nielton Soares
Pequenos negócios locais e com estrutura enxuta também registraram crescimento | Foto: Reprodução

A pandemia forçou as pessoas a terem mais cuidados sobre diversos aspectos do dia a dia, e a higiene e a limpeza foram uma delas. E com o trabalho remoto houve a obrigação de um maior tempo em casa, precisando, assim, investir em mais cuidado do ambiente doméstico, o que para muitos, se tornou um hábito que impulsionou o mercado de produtos, de empresas especializadas no ramo e, consequentemente, de trabalho.

Destacado como promissor, durante a pandemia, o setor pode funcionar por se tratar de uma atividade essencial, e foi nesse período que registrou maior crescimento. Pois, além da atenção das pessoas com a higiene e limpeza em casa, houve a demanda de estabelecimentos em seguir os protocolos sanitários, dentre as quais farmácias, igrejas e supermercados. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza (Abralimp), realizado no ano passado, o número de empresas do setor passou de 38.471 para 49.838.

Criada na época da elaboração da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das domésticas, de 2012, uma empresa que apostou na prestação de serviços de todo tipo de limpeza: empresarial, residencial, pós-obra e ofertar também passadeiras, se expandiu durante a pandemia. O modelo de negócio consiste na contratação de mão de obra, que recebe treinamentos para atender bem o cliente. Em 2013, os sócios Felipe Buranello e José Eduardo de Almeida Pirre Filho, após muita pesquisa, decidiram tornar a empresa uma franchising. 

Ao se depararem com um contingente de 7 milhões de trabalhadores domésticos no País, viram a oportunidade de expandir o negócio. “A questão é que no Brasil faltava uma profissionalização desse mercado, e isso começou acontecer de forma mais dinâmica em 2013 com a PEC das domésticas e faltavam empresas que tivessem a proposta de dar uma roupagem, dá um profissionalismo e dá uma uniformização para esse serviço”, lembra Buranello.

Já dentro do sistema de franquias, a empresa passou a crescer ano a ano, rompendo as fronteiras de São José do Rio Preto, no interior paulista. Mas, nos últimos anos, o número de unidades pelo Brasil foi alavancado pela pandemia. No período, o grupo saltou de 240 franquias, em 2019, para 400, neste ano. A expectativa do grupo é manter os clientes conquistados e avançar para 500 unidades no próximo ano. Em Goiás, são 13 delas, com presenças nas principais cidades, além da Capital, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Rio Verde. 

Do mesmo segmento, mas especializada em higienização e impermeabilização de estofados a domicílios, uma empresa com sede em Aparecida de Goiânia, também teve grande demanda por serviços nesta pandemia, com clientes que não abrem mais mão de terem carpetes, sofás, poltronas, colchões limpos. “A contratação de serviços teve um aumento. As pessoas estão mais atentas a essa necessidade. Então com relação à pandemia, se passaram muito tempo dentro de casa e começaram a perceber que além da casa que precisava de alguns ajustes, os próprios estofados precisavam de mais atenção”, pontua Elvis Bastos.

Procura por limpeza, higienização e produtos surpreende mercado

A Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), em pesquisa sobre o setor de serviço de limpeza, constatou que os serviços terceirizados da área são uma das atividades com maior potencial de crescimento no momento. Para se ter ideia, a ascensão tende a ser generalizada, incluindo tanto a prestação de limpeza em residências quanto em empresas e indústrias.

O levantamento mostra que as empresas que oferecem serviço de limpeza e desinfecção de locais estão tendo a oportunidade de uma demanda preocupada com a rotina de higienização mais completa, que mantenha as pessoas mais seguras. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), apontam que mais de 47% das franqueadoras conseguiram manter ou expandir os negócios. A entidade constatou o aumento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no faturamento do setor. As franquias de serviço de limpeza e conservação, atualmente, movimentam cerca de R$ 18 milhões no país.

Ou seja, o setor de serviço de limpeza está se mostrando bastante valorizado. Assim, cabe às empresas, indústrias e estabelecimentos a opção de contar com os serviços de terceirização de limpeza para manter os ambientes coletivos devidamente higienizados, como é o caso da Generall e suas facilidades, por exemplo.

Outra pesquisa realizada em setembro do ano passado, da SC Johnson, já vinha mostrando que o brasileiro passou por transformações significativas acerca dos hábitos de limpeza diante da pandemia, o que aumentou o consumo de produtos desinfetantes. Mais de 60% dos entrevistados responderam que mudaram os hábitos de higienização em casa, e quase 70%, que têm filhos com menos de 18 anos, buscaram aumentar as práticas de desinfecção residencial rotineiramente.

Um levantamento da Nielsen – empresa responsável pela coleta e medição de dados e informações – averiguou que a população está mais preocupada com a manutenção da saúde e bem-estar, priorizando tudo aquilo que mostra eficiência para a contenção de vírus, investido mais em produtos de limpeza e desinfecção das mãos e do ambiente. Dentre os quais o álcool (85%), produtos de limpeza em geral (58%), sabão líquido para lavar roupas (33%) e amaciantes (30%).

Mas mesmo com a flexibilização, em que reduziu o confinamento, o setor segue aquecido pela demanda por limpeza comercial. Com o retorno de parte dos funcionários ou da equipe toda, as empresas necessitam dar maior atenção aos protocolos de higiene e limpeza para assegurar a saúde dos funcionários e, atender, a exigência dos clientes e da legislação.

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