Goiás é líder na geração empregos com saldo de 107 mil carteiras assinadas durante pós-pandemia

Postado em: 20-12-2021 às 08h24
Por: Daniell Alves
Somente no mês de outubro, foram 4.850 novas vagas com carteira de trabalho assinada | Foto: Reprodução

O saldo de empregos formais em Goiás foi de 107.132 vagas, resultado de 622.762 admissões ante 515.630 demissões, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério da Economia. Somente no mês de outubro, foram 4.850 novas vagas com carteira de trabalho assinada. 

A vendedora Ellen Raquel Santos, 23 anos, foi contratada de carteira assinada recentemente para trabalhar em uma loja de roupas femininas. Ela conta que procurou durante o ano todo, mas só conseguiu em agosto deste ano após ficar um mês em experiência. “A pandemia ainda tá afetando bastante pra gente conseguir um emprego”, diz. 

Embora registrado número positivo no mês de outubro, o saldo do período de dez meses ficou na casa dos 107 mil empregos formais, praticamente o mesmo registrado entre janeiro e setembro. Esse resultado se explica pelos ajustes feitos pelo Caged, que mudou as tabelas de todo o ano.

Os setores que mais alavancaram a criação de vagas de trabalho no mês foram os serviços, com saldo de 4.861 empregos; seguido do comércio com 1.770; e construção civil (513). Já indústria (-449) e agropecuária (-1.845) apresentaram retração nas contratações. 

Titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel Sant’Anna Braga Filho avaliou os números e disse que a economia goiana mostra toda a sua força e vigor nesse período de retomada da economia, com números robustos no Caged.

“A gente sabe da força da nossa indústria, do nosso comércio e da área de serviços. Enfim, sabemos bem que o Estado tem potencial econômico forte em todos os setores da economia. E o resultado, nesse pós-pandemia, não poderia ser diferente. Vamos resgatar os empregos e promover crescimento da economia”, avaliou o secretário.

O projeto Cinturão da Moda, da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), deve levar para 30 pequenos municípios o modelo de negócios já frutífero da Região da 44, em Goiânia, com previsão de geração de milhares de postos de trabalho. Outras ações são o programa Mais Empregos, da Secretaria de Estado da Retomada, e as diversas iniciativas de oferta de crédito a empresários e qualificação para trabalhadores.

Capital em primeiro lugar 

Ainda de acordo com o Caged, Goiânia ocupa o primeiro lugar na geração de empregos no Estado no mês de outubro, com saldo de 3.994 vagas; Anápolis fica com o segundo lugar no ranking, com novas 531 vagas; seguido de Aparecida de Goiânia (366); Catalão (355); Jataí (248), que tem a quinta maior geração de empregos no mês.

Já no saldo acumulado, no período entre janeiro e outubro, Goiânia também é líder entre os municípios, com saldo de 35.051, seguido de Anápolis, com 7.493. Aparecida de Goiânia é terceira colocada, com 6.567; e Catalão com 3.520, aparece na quarta colocação. Depois vem Rio Verde, na quinta colocação, com 3.190. 

Informalidade cresce

Somado ao aumento de empregos, a informalidade também registrou aumento, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre de 2020, o número era de 37,5% no terceiro trimestre de 2020. Já no mesmo período deste ano, foi para 41,3%. O chefe do IBGE em Goiás, Edson Roberto, explica que isto está ligado à melhora do quadro pandêmico, especialmente pelo avanço da vacinação contra a Covid-19. (Especial para O Hoje).

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