A cada doação de sangue, quatro pessoas são salvas

Postado em: 25-12-2021 às 08h57
Por: Redação
As doações podem ser feitas em horário especial nos dias 24 e 31 de dezembro, entre 8h e 12h. | Foto: Reprodução/Internet

Por Yago Sales

“Doar é um ato de amor”, dizia, agradecida, Ana Cristina Novais, diretora técnica da Rede Estadual de Hemocentros, aos doadores de sangue e plaqueta logo depois que o reconhecidíssimo violinista Wagner Sean, do Grupo Compasso, havia terminado de tocar “Por una Cabeza”, de Carlos Gardel. Durante cerca de duas horas na manhã da última quinta-feira, o violino de Wagner quebrou a rotina, emocionou os servidores e cativou os usuários Hemocentro Estadual Coordenador de Goiás Prof. Nion Albernaz, em Goiânia. 

A ideia foi presentear a todos com a leveza da música clássica às vésperas do Natal e, claro, fortalecer o ideal da doação de sangue. Sobretudo em um período que, historicamente, diminuem as doações e, por causa do aumento de acidentes, por exemplo, as bolsas de sangue são uma questão de sobrevivência. 

Nos corredores do moderno prédio, cercado e alimentado com flores e folhas, reproduções de artistas em caixas de energia, o músico, como numa expedição, ia conhecendo os departamentos onde são prestados 222 serviços fundamentais à sociedade. 

Doador de sangue há décadas, Valdir Pereira, de 56 anos, descobriu que poderia, há dois anos, doar plaquetas. Com o sentimento natalino de que doar é agradar a Deus, tirou o dia para fazer o bem. “É muito importante doar às pessoas com essas doações. A gente pode contribuir sempre para o bem”, salientou ele, se ajeitando em uma das cadeiras, antes de ir à sala do lanche. Enquanto a música ecoava por salas e corredores, ouvidos e olhos, sempre atentos, refletiam, cada um à sua maneira ou razão, as coisas da vida. 

O repórter, que não doa sangue há quatro anos, pensou no quanto o ato poderá, sim, ressignificar o olhar sobre o próprio cristianismo tão evocado no Natal. A Natal, que há décadas eleva o sentimento ao dia 25 de dezembro, lembra o nascimento da principal figura do cristianismo: Jesus Cristo. Ou o Nazareno. 

Na matemática do amor – doar é amar, como disse uma vez o monge agostiniano Martinho Lutero -, o Hemocentro distribui uma média mensal de 4 mil bolsas de sangue para 223 unidades de saúde que atendem quem precisa em Goiás. Nas estatísticas milagrosas, como se repetiu tanto ao passo que o violinista terminava o acorde, entre os meses de janeiro e dezembro de 2020 a Rede Hemo recebeu 53.153 doadores de sangue em suas 9 unidades no Estado. Essas unidades estão erguidas em Goiânia, Rio Verde, Jataí, Ceres, Catalão, Iporá, Formosa, Quirinópolis e Porangatu. Claro, todo sangue passa por uma triagem para que o receptor tenha toda a segurança. 

Os dados mais recentes – entre janeiro e novembro de 2021 – mostram que a Rede Hemo recebeu 49.882 candidatos à doação de sangue, que após avaliação clínica, foi possível efetivar a coleta de 41.572 bolsas de sangue. A maior preocupação, no entanto, é com o déficit atual do estoque da Rede Hemo: de 12%.

As doações podem ser feitas em horário especial nos dias 24 e 31 de dezembro, entre 8h e 12h. Nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro não haverá atendimento, enquanto que nos outros dias o local ficará aberto entre 8h e 18h.

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