Atrasados: compras de última hora movimentam comércio em Goiânia

Postado em: 25-12-2021 às 09h08
Por: Redação
Ainda bem que tirei um tempinho para minhas compras de Natal. Quero deixar meus filhos e esposo, felizes”, diz a dona de casa Patrícia Freitas. | Foto: Reprodução/Internet

Por Alzenar Abreu

A dona de casa Patrícia Freitas  corre no meio do tumulto para não deixar nenhum parente triste no Natal, nas compras na Feira Hippie. “ Hoje, em cima da hora, quase fechando as lojas é que tive tempo pra vir comprar os presentes de natal para meus filhos e meu esposo. Mesmo, com toda dificuldade, falta de dinheiro, vim comprar alguma coisa. Para não passar em branco. Umas roupas e brinquedos, e desejar feliz natal para eles”, diz.

Nos shoppings, lojas de bairro, na avenida 24 de Outubro, ou via web. As pessoas não param de comprar. Nem que seja um pequeno mimo para alimentar um anseio represado , como meses ou mais de um ano, com a violência que bloqueou tantos abraços durante o auge da pandemia de Covid-19.

Comerciantes pessimistas vão ficar surpresos. Porque reportagem divulgada pelo O Hoje, na semana passada, levantou que 41% dos comerciantes da Capital não estavam animados com os lucros. Mas, a dito brasileiro continua valendo: Deixar para última hora, faz parte da cultura do nosso povo. Uma multidão misturava-se, em meios às banquinhas da Feira Hippie e da  44.

 Levantamento realizado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Goiânia mostrou que as vendas no comércio para o Natal deste ano na capital e Região Metropolitana iriam mesmo ser aquecidas. Ao todo, 65,45% dos que responderam à enquete afirmam que vão presentear, enquanto 16,36% ainda não se decidiram e 18,18% não vão gastar na comemoração. Os números locais seguem a tendência do restante do Brasil, onde a expectativa é de que 77% dos consumidores presenteiem, retornando ao patamar de consumo pré-pandemia, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).  

O presidente da CDL Goiânia, Geovar Pereira, aponta que a queda do número de casos de covid-19 traz mais tranquilidade ao cliente que quer ir às lojas e àqueles que vão se reunir para comemorar. “No último ano a população ainda estava insegura quanto às reuniões familiares, e isso interferiu na compra e troca de presentes por exemplo. Agora, com a pandemia mais controlada, o comércio dá passos em direção da retomada econômica”, afirmou.

Nacionalmente os consumidores pretendem comprar cerca de 4 presentes, e o valor médio de cada produto está entre R$ 122,78. Vale destacar ainda que metade daqueles que vão às compras deseja gastar até R$ 150,00 por presente (49%). Em Goiânia e na Região Metropolitana, na somatória dos que vão presentear e dos que ainda não se decidiram, 34,44% pretendem investir mais de R$ 200,00 no presente; 27,77% vão gastar entre R$ 150,00 a R$ 200,00; 16,66% entre R$ 100,00 e R$ 150,00; e 16,66% entre R$ 80,00 e R$ 100,00.

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