Como evitar acidentes do tipo de vídeo de goiano tetraplégico que viralizou

Postado em: 29-12-2021 às 11h38
Por: Yago Sales

Depois que o vídeo do goiano de Quirinópolis, Leonardo Rangel, de 29 anos, circulou nas redes sociais, a preocupação sobre os cuidados com a coluna aumentou. O jovem, no final do ano passado, deu um salto quase mortal em uma piscina rasa. O resultado foi uma irreversível lesão na coluna que o deixou tetraplégico.

Com as férias de final de ano, com todo mundo procurando lazer em piscinas, lagos e rios – alguns exemplos -, é necessário compreender como agir diante de situações catastróficas como a que, há um ano, Leonardo Rangel passou.

Caso ocorra algo assim perto de você, o médico e um dos mais respeitados cirurgiões da coluna em Goiás, Murilo Tavares Daher, explica que é necessário tomar cuidado com o lugar que sofreu o impacto. “A manipulação do indivíduo lesionado sem o conhecimento ou a imobilização adequada pode levar à piora, por isso a vítima deve ser levada somente até fora da água e aguardar a chegada de ajuda especializada”, afirma o especialista.


Jovens com idade entre 10 e 29 anos são os principais afetados, com fraturas que variam de traumas ligamentares ou musculares de rápida cicatrização a luxações na coluna, quadro em que uma vértebra sai do lugar. “Na maioria dos casos, as lesões provocadas são cervicais, podendo ocorrer até fraturas”, conta o médico ortopedista e cirurgião da coluna Murilo Daher.


Graves, os diagnósticos de fratura e luxação podem levar a alterações neurológicas, com impacto na perda da sensibilidade ou, então, na ausência da força muscular em até quatro membros do corpo, segundo o especialista. “A manipulação do indivíduo lesionado sem o conhecimento ou a imobilização adequada pode levar à piora, por isso a vítima deve ser levada somente até fora da água e aguardar a chegada de ajuda especializada”, acrescenta Murilo.
No hospital, após avaliação médica, os tratamentos corretivos variam de acordo com a gravidade do trauma. Em casos leves, o ortopedista recomenda o uso do colar cervical de espuma, enquanto em situações severas há o apontamento para cirurgias, que podem ser realizadas pela frente ou por trás do pescoço e, em ocorrências mais complexas, pelas duas vias.

Evite acidentes
Maneiras de evitar lesões medulares em águas rasas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia da Coluna:
1 – Não mergulhe em águas turvas.
2 – Quando der um mergulho, não o faça de cabeça.
3 – Antes, entre na água em pé para se certificar sobre a profundidade.
4 – Não beba antes de mergulhar.
5 – Evite empurrar os amigos para dentro d’água.
6 – Não é recomendado testar os movimentos do acidentado, tentar levantá-lo ou sentá-lo, pois isso pode agravar uma possível lesão medular.

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