Paço interdita CMEI e deixa mais de 400 crianças desamparadas sem aula presencial

Servidores da unidade estão sendo remanejados para outros locais

Postado em: 20-01-2022 às 07h47
Por: Daniell Alves
Servidores da unidade estão sendo remanejados para outros locais | Foto: Reprodução

O futuro dos alunos matriculados e servidores do Centro de Educação Infantil da Rede Municipal (CMEI) Viver a Infância, no setor Leste Vila Nova, é incerto. Segundo denúncia de uma servidora da unidade, a sede do local foi interditada no último mês devido a problemas na estrutura física e o ano letivo encerrado de forma remota. Agora, com o retorno das aulas presenciais, não há um posicionamento sobre onde os servidores irão trabalhar nem os alunos estudar.

De acordo com a denúncia, a Secretaria Municipal de Educação (SME) não informou aos servidores onde eles irão trabalhar e não comunicou à comunidade escolar em qual local o atendimento será ofertado. “Em relação aos servidores administrativos, estamos sendo distribuídos para outras instituições sem nenhum critério. Sabemos que existe um processo em trâmite para alugar um prédio privado, contudo é a única informação que temos”, diz a servidora.

O CMEI Viver a Infância é referência na região e atende o maior número de crianças na rede. No total são mais de 400 crianças, somando os dois turnos. “Em dezembro eles [SME] prometeram o aluguel de um novo prédio até que a reforma fosse concluída. Porém, não liberaram verba nem posicionamento sobre esse contrato de aluguel até o momento. Observando que a reforma será, no mínimo, longa, já que demandará demolição e reconstrução do prédio e não temos nem verba para tal ainda”, denuncia.

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Indignação

Os servidores da unidade se dizem indignados com a situação. Alguns deles estão sendo remanejados para outras unidades. O CMEI tem a equipe gestora, os professores, auxiliares de atividades educativas e os auxiliares gerais. Os cargos mais afetados até então são os auxiliares, que estão sendo enviados para outras instituições sem saber se irão retornar”, informa.

Nas redes sociais da SME, há alguns comentários cobrando um posicionamento sobre o assunto. Um diz: Que legal, voltaram as aulas, mas e o CMEI VIVER A INFÂNCIA não voltaram as aulas presenciais. Como ficam os pais, as crianças e os colaboradores?”, questiona uma mulher.

Os funcionários também estão finalizando um texto para protocolar no Ministério Público de Goiás (MP-GO). “Da mesma forma que a SME não nos dá uma informação precisa, também não tem essa informação para comunidade escolar, que tem ali no CMEI Viver a Infância um lugar seguro para abrigar seus filhos enquanto trabalham”, diz trecho. A reportagem entrou em contato com a SME, mas não houve resposta antes do fechamento desta edição.

Retorno

O ano letivo de 2022 da rede municipal de Educação teve início ontem (19) de forma presencial. Segundo a SME, as aulas começam com rígidos protocolos de biossegurança nas instituições e com planejamento pedagógico elaborado para recuperar as aprendizagens dos estudantes após mais de um ano de ensino remoto ou híbrido.

Estudos e avaliações diagnósticas realizadas pela Secretaria apontaram defasagens no ensino dos estudantes e baixa efetividade no aprendizado. Por este motivo o retorno presencial contará com o apoio de programas como o Aprender Sempre e o Alfabetização em Foco que visam melhorar as aprendizagens.

Biossegurança

As aulas retornam em um formato 100% presencial e levarão em conta as normativas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que autorizam o funcionamento das instituições de ensino desde que sejam cumpridos rígidos protocolos de biossegurança. Diante disso, toda a comunidade escolar será obrigada a cumprir medidas sanitárias de combate à disseminação de Covid-19, que incluem o uso obrigatório de máscaras, envio de máscara reserva dentro da mochila, higienização frequente com álcool em gel, água e sabão e limpeza recorrente dos ambientes educacionais. 

Os protocolos de biossegurança determinam ainda que as refeições sejam feitas em locais arejados e ao ar livre. Além disso, os alunos não deverão compartilhar objetos e a aferição de temperatura com termômetro estará mantida. A qualquer sinal de síndrome gripal, a orientação é de que os pais e responsáveis não levem os filhos para as unidades. As medidas de segurança incluem ainda a testagem em massa dos integrantes de toda a comunidade escolar.

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