Detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia produzem máscaras de proteção

Postado em: 22-01-2022 às 17h30
Por: Augusto Sobrinho
A atividade utiliza a mão de obra de dez reeducandos; as máscaras de tecido serão distribuídas às unidades prisionais do Estado | Foto: DGAP / Reprodução

No início desta semana, a Administração Penitenciária, por meio da Gerência de Produção Agropecuária e Industrial (Gepai), intensificou a produção de máscaras de proteção individual contra infecções virais. Em uma semana foram fabricadas três mil unidades, a partir da mão de obra de dez detentos. O trabalho é realizado na Seção de Alfaiataria da Indústria, localizada no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

A gerente da pasta, policial penal Alline Scaglia, explica que a produção de máscaras voltou a ser estimulada em função dos novos casos de doenças provocadas por vírus respiratórios, não apenas covid-19, mas também enfermidades como gripe e influenza. Os itens são confeccionados de modo a atender a comunidade das unidades prisionais do próprio Complexo Prisional, bem como suprir as demandas dos estabelecimentos penitenciários nos municípios do interior do Estado.

De acordo com a gerente, o material utilizado para a fabricação das máscaras foi adquirido pela Diretoria Geral de Administração Penitenciária ainda no início da pandemia, em 2020. “A previsão é dar continuidade à produção dos itens, mantendo o quantitativo de três mil máscaras semanalmente”, estima. Os detentos que trabalham nesta e em outros tipos de atividades de ressocialização são beneficiados com a remição de pena por dia trabalhado, conforme estabelece a Lei de Execução Penal. Ao mesmo tempo, eles têm a oportunidade de aprender funções e desenvolver habilidades laborais.

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