Serviço de Identidade de Gênero, Transexualidade e Intersexualidade do HGG já atendeu 550 goianos

O Hospital Estadual Alberto Rassi comemora serviço exclusivo para transexuais, travestis e outras identidades de gêneros realizado desde 2017

Postado em: 27-01-2022 às 18h04
Por: Augusto Sobrinho
O Hospital Estadual Alberto Rassi comemora serviço exclusivo para transexuais, travestis e outras identidades de gêneros realizado desde 2017 | Foto: Reprodução

Próximo ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado neste sábado (29/01), o Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) celebra o número de consultas e cirurgias realizadas na unidade. O órgão criou, em 2017, um  serviço exclusivo para acompanhar e oferecer atendimento médico e multiprofissional a transexuais, travestis e outras identidades de gêneros. 

Desde a criação, o Serviço de Identidade de Gênero, Transexualidade e Intersexualidade – Ambulatório TX já realizou 5.718 consultas das mais diversas áreas e 22 cirurgias, atendendo homens e mulheres trans. Desde a sua criação, já passaram pelo serviço cerca de 550 pacientes e, atualmente, mais de 350 são acompanhados no ambulatório.

O HGG foi a primeira unidade pública estadual a oferecer tal serviço em Goiás com atendimentos ambulatoriais, estabelecendo uma rede de cuidados e de acordo com as normatizações do Ministério da Saúde nas especialidades de ginecologia, cirurgia plástica, psiquiatria, urologia, psicologia e fonoaudiologia. Na parte ambulatorial são realizadas ações de acompanhamento clínico e hormonoterapia, destinados a promover atenção especializada no Processo Transexualizador. 

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“Se nós considerarmos que cerca de 1,3% da população no Brasil é transexual, nós estamos falando que só no estado de Goiás temos cerca de 100 mil pessoas nessa condição. No estado de Goiás temos sorte de ter estes serviços de atendimento para estes pacientes”, comenta a coordenadora do Ambulatório TX do HGG e a médica ginecologista, Margareth Giglio.

Ela ressalta a importância desse acolhimento, principalmente do atendimento personalizado para as demandas dos transexuais.  “Nós proporcionamos o acolhimento desde a assistência primária na recepção, quando a pessoa é atendida pelo seu nome social. Nós damos o atendimento ambulatorial multidiciplinar e também os atendimentos que envolvem as cirurgias, de uma forma geral”, ressalta. 

O hospital realiza as cirurgias e acompanhamentos pré e pós-operatórios, com o objetivo de proporcionar atenção especializada no Processo Transexualizador. São disponibilizados procedimentos como histerectomia (retirada do útero), mamoplastia (retirada da mama), prótese mamária, tireoplastia (redução do Pomo de Adão) e redesignação sexual (neocolpoplastia – construção de neovagina).  

Sobre as cirurgias, a médica explica que os pacientes devem ter no mínimo 21 anos de idade e dois anos de acompanhamento no Ambulatório TX. “Se ele atingir esses objetivos e tiver autorização da psiquiatria e psicologia poderá fazer os procedimentos cirúrgicos sem nenhuma fila de espera. A gente espera que cada dia possamos melhorar esse tipo de assistência, que não é só para os pacientes de Goiânia. Cerca de 40% dos pacientes atendidos em nosso serviço são de outros municípios e até mesmo de outros estados”, concluiu.

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