Família de criança que morreu em parque aquático em Caldas Novas cobra segurança do local; veja

Viagem da família já estava marcada, mas teve que ser adiada devido as chuvas que atingiram Minas Gerais

Postado em: 14-02-2022 às 18h42
Por: Maria Paula Borges
Viagem da família já estava marcada, mas teve que ser adiada devido as chuvas que atingiram Minas Gerais | Foto: reprodução

A mãe do menino de 8 anos que morreu após cair de um toboágua em manutenção, em Caldas Novas, no último domingo (13/2), no Di Roma Acqua Park, desabafou ao falar sobre o acontecido. O corpo da criança será velado e sepultado nesta segunda-feira (14/2), em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, onde a família mora. As informações são do G1.

“Eu queria ir no lugar dele, porque eu não tenho mais planos. Meus planos eram meus filhos”, disse.

Além disso, a mãe do menino, cobrou segurança do local, afirmando que não havia sequer uma fita interditando o brinquedo. “Ele era uma criança de 8 anos. Só tinha uma fitinha [interditando o brinquedo]. Como não tinha ninguém lá?”.

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Segundo informações, a viagem da família já estava planejada, mas teve que ser adiada devido as chuvas que atingiram Minas Gerais.

A mulher conta ainda que, no momento do acidente, ela estava preparando a mamadeira do filho caçula e que os filhos estavam com o pai. O menino pediu para ir ao banheiro e, como conhecia o local, o pai permitiu. No caminho, a criança teve acesso ao toboágua em manutenção, o “Vulcão”, e caiu de uma altura de cerca de 15 metros.

De acordo com o tio da criança, ele já tinha ido outras vezes no parque aquático e estava “acostumado”. “Dessa vez, como estava sem água dentro do brinquedo, por causa da manutenção, não amorteceu a queda. Ele não teve maldade quando viu a fita. Não tinha nenhuma outra barreira física”, afirma.

Inicialmente, o menino foi atendido por guarda-vidas do parque e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Municipal de Caldas Novas e, segundo informações dos socorristas, o garoto estava em estado grave e chegou a ser intubado.

Uma equipe aérea do Corpo de Bombeiros foi acionada para transferir a vítima de helicóptero para Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas o menino sofreu uma parada cardíaca e a equipe teve que retornar. “Meu filho era uma criança maravilhosa, cheia de planos, um menino superestudioso. Ele só queria brincar. Mas meu filho não volta mais. Está doendo muito”, afirmou a mãe do menino.

Segundo a família, houve falha por parte do parque aquático e que o acidente poderia ter sido evitado. “De fato, houve negligência do parque. É um lugar com muita circulação de crianças. Com certeza, se tivesse uma barreira física ou alguém tomando conta, ele não desceria de lá. Vamos esperar passar esse momento e vamos tomar as medidas cabíveis, até para que não ocorra com outras crianças”, afirmou o tio do menino.

Nesta segunda-feira, a Polícia Técnico-Científica (PTC) fez a perícia no toboágua e a previsão é que o resultado saia em 10 dias. “Foi feita perícia no local e o exame cadavérico. Algumas testemunhas começarão a ser ouvidas no decorrer do dia para esclarecermos os fatos”, explicou o delegado.

O grupo Di Roma se posicionou sobre o caso. Leia comunicado na íntegra.

“O Grupo DiRoma vem publicamente lamentar e prestar profunda solidariedade à família da criança que tragicamente se acidentou nas dependências do nosso complexo.

A área em que ocorreu o acidente estava completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reforma e melhorias.

O espaço, bem como todo nosso complexo, é vistoriado com rigor pelo Corpo de Bombeiros e possui todos os alvarás e licenças emitidos pelas autoridades competentes.

Em cinquenta anos de história e tradição, nunca o Grupo DiRoma sofreu uma tragédia dessa magnitude.

As investigações sobre as causas do acidente serão realizadas pela Polícia Civil.

Estamos consternados, colaborando com as autoridades, oferecendo total suporte à família nesse momento de luto”.

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