Longa-metragem brasileiro, dirigido por goiana, recebe prêmio do Festival de Berlim

Filme de Flávia Neves se passa em Goiás Velho, antiga capital goiana

Postado em: 21-02-2022 às 15h25
Por: Maria Paula Borges
Filme de Flávia Neves se passa em Goiás Velho, antiga capital goiana | Foto: Bananeira Filmes/Divulgação

O longa-metragem brasileiro, “Fogaréu”, ficou em terceiro lugar na Mostra Panorama da 72ª edição do Festival de Berlim. O filme foi dirigido pela goiana Flávia Neves e entrou no ranking graças a uma votação do público. Em segundo lugar está “Klondike”, de Maryna Gorbach, e o primeiro lugar é de “Happiness”, de Askar Usabayev.

A história do longa-metragem se passa em Goiás Velho, antiga capital goiana, e faz uma denúncia contra famílias ricas que adotam crianças, muitas vezes com transtornos mentais, em forme de uma suposta solidariedade. Entretanto, a denúncia se dá pois, com o tempo, se revela uma busca por mão de obra análoga à escravidão.

Além disso, o filme mescla elementos do real e do fantástico. No enredo, a jovem Fernanda, interpretada por Bárbara Colen, retorna para a casa do tio após a morte da mãe adotiva. Com isso, Fernanda se vê diante de diversos questionamentos sobre o próprio passado.

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Flávia Neves dirigiu também o curta-metragem “Liberdade” e a série “Amanajé, o Mensageiro do Futuro”. Outro trabalho de Neves ainda está por vir, a cineasta está trabalhando no seu segundo longa, “Tempo do Poder”, mas ainda não há previsão de estreia.

Outro brasileiro também foi premiado, na semana passada. O carioca Bruno Ribeiro venceu o segundo prêmio mais importante, o Urso de Prata, entre os curtas-metragens exibidos no Festival de Berlim. O trabalho premiado foi o “Manhã de Domingo”, que retrata uma pianista negra às vésperas de um importante recital.

No evento que premiou Bruno, o longa-metragem espanhol “Alcarrás”, de Carla Simón, foi o vencedor do Urso de Ouro. “Alcarrás” é ambientado em Catalunha e retrata questões fundiárias enfrentadas pela Espanha.

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