Bilhete Único no Transporte Coletivo começa a valer no começo de abril

Postado em: 07-03-2022 às 08h36
Por: Maiara Dal Bosco
Desde março de 2020, início da pandemia, o transporte público vem registrando queda no número de validações | Foto: Pedro Pinheiro

Já no próximo mês, usuários do transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana terão à disposição diferentes tipos de tarifas, o que permitirá aos passageiros escolher por aquela que mais se adeque a cada necessidade ou locomoção. As mudanças foram definidas durante a primeira reunião da nova Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Entre as novidades, está a implantação do Bilhete Único, que já começa a valer no próximo dia 2. 

O Bilhete Único permitirá que, no período de duas horas e meia e usando a mesma passagem de ônibus, o passageiro possa trocar de coletivo quantas vezes quiser. A medida possibilitará ao usuário não ter mais a necessidade de passar por um terminal de integração para embarcar em outro ônibus, o que tem como objetivo otimizar o tempo do usuário por meio de viagens mais curtas ou mais rápidas. 

Além do Bilhete Único, outras seis novas modalidades de tarifa fazem parte do projeto da nova Rede Metropolitana de Goiânia (RMG), que substitui a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). Os sete produtos tarifários serão implantados de forma gradual. Dentre eles, o Cartão Pós-Pago, por exemplo, que poderá dar uma “forcinha” para o usuário, principalmente no aperto de fim de mês. 

“Será uma espécie de cartão-pendura”, brinca Jeovalter Correia, especialista em mobilidade e integrante do Mova-se Fórum de Mobilidade. Isso porque, com o Cartão Pós-Pago, o passageiro usará o transporte coletivo, mas só acertará a conta no final do mês. Para o especialista, o perfil despolitizado e técnico da nova CDTC foi o que possibilitou os avanços na implantação do projeto de reformulação das tarifas de transporte da RMG. 

Já para o coordenador do Mova-se, o mestre em Transportes, Miguel Angelo Pricinote, as mudanças são um passo importante para a melhoria do serviço. “O usuário vai ganhar tempo, porque vai eliminar o tempo de espera nos terminais e retira o que chamamos de viagens negativas, que são os trajetos em sentido oposto ao destino do passageiro, mas que é feito para se chegar ao terminal”, explica Pricinote.   

Novos Produtos

Além do Bilhete Único e do Cartão Pós-Pago, há, ainda, o Vale Transporte Assinatura, o Cartão Família, Bilhete um Dia, Bilhete uma Semana e Meia Tarifa. No caso do Vale Transporte Assinatura, o cartão de embarque possibilitará ao passageiro, sendo beneficiário do Vale-Transporte, o livre acesso à RMTC, mediante o pagamento de um valor fixo mensal pelo empregador. 

O Cartão Família, por sua vez, possibilitará desconto na tarifa aos usuários que usarem o serviço em grupo, aos finais de semana. Já o Bilhete um Dia e uma Semana, possibilitarão a utilização em qualquer linha ou ônibus pelo período de um dia ou uma semana, respectivamente, com o pagamento apenas de uma tarifa. Por fim, a Meia Tarifa possibilitará a redução de 50% do valor da tarifa básica, nos deslocamentos de até 5 quilômetros na RMTC.

Fluxo

De acordo com o último boletim divulgado pela RMTC, no último dia 3, a demanda registrada foi de 371.479 usuários, o que representa uma redução de 150.484 validações no comparativo com o dia 9 de março de 2020, antes do início da pandemia de Covid-19, quando a demanda registrada foi de 521.963 passageiros. 

Seguindo a mesma base comparativa, antes da pandemia, o Sistema Integrado Metropolitano Anhanguera (Sima) tinha uma demanda de 180.076 validações no dia 9 de março de 2020. Na última quinta-feira (3), a queda foi de 30,5% nas validações no sistema, o que representa 54.927 validações a menos. 

Em Goiânia, que obteve 217.211 validações no transporte público antes da pandemia, recebeu, no dia 3, 150.516 usuários, um volume 30,7% menor no dia – o que equivale a menos 66.695 validações. Já Aparecida de Goiânia, que recebia 124.676 validações no sistema no dia 9 de março de 2020, teve um volume 23,1% menor no dia, ou seja, 28.862 menos validações.

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