Caso Valério Luiz: quase 10 anos após a morte do jornalista, julgamento tem início hoje

Cinco réus serão submetidos a júri popular pela morte do jornalista esportivo Valério Luiz assassinado em 2012

Postado em: 14-03-2022 às 08h26
Por: Redação
Cinco réus serão submetidos a júri popular pela morte do jornalista esportivo Valério Luiz assassinado em 2012 | Foto: Reprodução

Por Sabrina Vilela

Quase 10 anos após a morte do jornalista esportivo Valério Luiz, finalmente tribunal do júri começa a ser realizado na manhã de hoje (14), pela 4ª Vara Criminal de Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, no auditório do Tribunal de Justiça de Goiás, no Setor Oeste. Em 2019, a justiça havia marcado o júri popular para 2020, mas por causa da pandemia de Covid-19, o processo teve que ser adiado. 

Cinco réus serão submetidos a júri popular pela morte do jornalista esportivo Valério Luiz, assassinado em 5 de julho de 2012, na hora do almoço, quando saia do trabalho, em uma rádio situada no Setor Serrinha. A motivação do crime seria duras críticas feitas pelo comunicador ao time Atlético Goianiense. A sessão, conduzida pelo juiz Lourival Machado da Costa, será fechada para o público, ainda levando em conta as restrições pela Covid-19. 

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Durante a sessão, o advogado Valério Luiz de Oliveira Filho, filho da vítima, participará como assistente de acusação. Serão submetidos ao júri popular cinco réus: Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, apontado como executor do crime; Djalma Gomes da Silva, Marcus Vinícius Pereira Xavier e Urbano de Carvalho Malta, apontados como articuladores; e Maurício Borges Sampaio, apontado como mandante. Na época, Sampaio era dirigente do Atlético Clube Goianiense. 

O crime 

De acordo com apuração do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o inquérito policial apurou que Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, que tramou a divisão de tarefas com os outros réus e “contando com a participação dos demais denunciados, efetuou vários tiros em Valério Luiz de Oliveira, causando-lhe a morte imediata”.

As apurações mostram que as críticas feitas por Valério Luiz nos programas de televisão e rádio não agradaram Maurício Sampaio. As investigações apontadas pelo MP-GO mostram ainda que em 17 de junho de 2012, 18 dias antes da morte, o jornalista teria feito o seguinte comentário a respeito da saída de Maurício Sampaio da diretoria do Atlético Goianiense: “nos filmes, quando o barco está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”.

Essa fala fez com que a equipe jornalística de futebol, a qual o comunicador pertencia, fosse impedida de entrar nas dependências do clube bem como presenciar treinos e fazer entrevistas. Maurício Sampaio teria não gostado das críticas a ponto de almejar e planejar a morte de Valério Luiz. 

As denúncias apontam que Maurício então planejou o crime junto com Ademá Figuerêdo, Djalma da Silva e com ajuda de Urbano Malta, amigo íntimo do empresário. Djalma da Silva também chamou Marcus Vinícius Pereira Xavier para participar do crime. 

Marcus Vinícius tinha uma moto que emprestou junto com um capacete e uma camiseta para Ademá fazer a execução do jornalista, ele também ficou com a responsabilidade de guardar no açougue da propriedade que morava a arma e o celular usados para cometer o homicídio. 

No dia do crime, Ademá pegou os itens que utilizaria para a execução e foi em direção a rádio que o jornalista trabalhava para cumprir a sua parte do combinado. Com o telefone móvel informou para Urbano que estava aguardando a saída de Valério Luiz do local. 

Valério Luiz foi pego de surpresa. Foram efetuados vários disparos contra ele, através do vidro do carro. 

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