Maridão, Mequetrefe, Paçoquinha e Sem Canela estão entre apelidos dos procurados no RJ

Nomes usados para identificar foragidos da polícia e do Judiciário fluminense chamam atenção e ajudam a conseguir informações do paradeiro

Postado em: 15-03-2022 às 16h41
Por: Augusto Diniz
Nomes usados para identificar foragidos da polícia e do Judiciário fluminense chamam atenção e ajudam a conseguir informações do paradeiro | Foto: Divulgação/Portal dos Procurados

Uma Organização Não Governamental (ONG) divulga a lista dos procurados da Justiça no Rio de Janeiro. O Portal dos Procurados funciona em parceria do Disque-Denúncia fluminense com a Secretaria de Segurança Pública do Estado. É lá que aparece a ficha de foragidos, muitos investigados ou acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. A lista inclui os supostos criminosos “Beto Canalha”, “Bochecha Rosa”, “Maridão”, “Jefferson das Cargas”, “BB da Nova Holanda”, “Sangue Bom” e “Fininho”.

“Tandera” é investigado por suspeita de envolvimento na morte de sete pessoas na Zona Oeste do Rio, que pode ter envolvimento com disputa de territórios entre milícias, entre 1º de fevereiro e 1º de março | Foto: Divulgação/Portal dos Procurados

Em cada postagem na página de Facebook do Portal dos Procurados, são incluídos o apelido, o nome, as informações, as suspeitas ou acusações contra a pessoa e canais para contato se a pessoa tiver informações do paradeiro daquele procurado pelas autoridades policiais ou pela Justiça. “

“Fininho”, como descreve a publicação da noite de sexta-feira (11/3), seria o miliciano Marcus Vinicius Reis dos Santos, um dos réus na Operação Intocáveis, do Ministério Público do Rio (MP-RJ). “O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ descobriu que ele foi solto irregularmente pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), pois Fininho ainda tinha um mandado de prisão ativo. Por isso, agentes do MP-RJ foram prender o miliciano, que estava na sua cobertura no Recreio dos Bandeirantes, também na Zona Oeste”, informa o Portal dos Procurados.

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De acordo com a plataforma de divulgação de dados de foragidos do Rio, “Maridão” tem 22 anos, se chama Albert Miguel Rodrigues Soares e seria um dos gerentes do tráfico de drogas do Parque das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. “Ele teria envolvimento com a morte do policial militar Igor de Lima Barros.

Se você tiver informações sobre o paradeiro de foragidos, a denúncia anônima pode ser feita pelo site https://www.procurados.org.br, pelo WhatsApp (21) 98849-6099 ou pelo disque-denúncia (21) 2253-1177 | Foto: Divulgação/Portal dos Procurados

Como passar informações

Se você tiver informações sobre o paradeiro de foragidos como “Maridão”, “Jefferson das Cargas”, “BB da Nova Holanda”, “Sangue Bom”, “Vinicinho da CDD”, “Nenzinho ou NZ”, “Chicão”, “Mais ou Menos”, “Peixão da Cidade Alta”, “Safadinho”, “Descontrolado”, “Baixinho”, “Tandera” ou “Pescador”, a denúncia anônima pode ser feita pelo site https://www.procurados.org.br, pelo WhatsApp (21) 98849-6099 ou pelo disque-denúncia (21) 2253-1177. As recompensas oferecidas por informações que levem a encontrar procurado pela polícia e autoridades do Poder Judiciário variam de R$ 1 mil a R$ 5 mil.

O caso mais recente em que a recompensa oferecida chega a R$ 5 mil para encontrar um foragido é “Tandera”. Danilo Dias Lima, o “Tandera”, é suspeito de ter envolvimento no assassinato de sete pessoas na Zona Oeste do Rio de Janeiro, crimes constatados entre o dia 1º de fevereiro e 1º de março. A investigação da Polícia Civil fluminense aponta que os homicídios podem estar envolvidos com a disputa de territórios entre milícias da região. “Um carro levou tantos tiros que foi incendiado com duas pessoas dentro. Um deles, identificado como Mutante, era ligado ao miliciano Danilo Dias Lima, o Tandera”, afirma o Portal dos Procurados.

Dos citados na reportagem, “Baixinho” foi preso. Everaldo Alves de Morais, de 37 anos, era procurado desde 2018 por ser apontado como o assassino de uma vítima a golpes de taco de sinuca durante um assalto em 2015 em Duque de Caixas, na Baixada Fluminense. “Baixinho” foi detido em Maricá (RJ) na tarde de 3 de março.

Finalidade da plataforma

“A campanha estimula a população, através da confecção de cartazes e de filmes publicitários, a reconhecer e a denunciar o paradeiro desses criminosos. Recompensas são oferecidas por informações que levem os criminosos para prisão, e os recursos necessários para o pagamento dessas recompensas ficam a cargo do Movimento Rio de Combate ao Crime”, explica o Portal dos Procurados.

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