Infarto que matou a Miss juvenil Cezarina não tem relação com vacinas, afirma especialista

Médico cardiologista descarta a possibilidade de as pessoas terem um ataque cardíaco após se imunizarem contra a Covid-19

Postado em: 25-03-2022 às 14h36
Por: Augusto Sobrinho
Médico cardiologista descarta a possibilidade de as pessoas terem um ataque cardíaco após se imunizarem contra a Covid-19 | Foto: Reprodução

O infarto que causou a morte da Miss juvenil Cezarina, Ingrid Silva Távora, de 17 anos, não tem relação com as vacinas contra a Covid-19. O médico cardiologista de Goiânia, Humberto Graner Moreira, publicou um artigo que descarta a possibilidade de as pessoas terem um ataque cardíaco após se imunizarem.

A jovem morreu, na quarta-feira passada (16), no Hospital Municipal de Cezarina e as causas foram informadas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Entretanto, as circunstâncias ainda são investigadas pela Delegacia de Palmeiras de Goiás, que aguarda o resultado dos laudos periciais.

O infarto da jovem acendeu um alerta para por que a doença, que comumente afeta pessoas após os 40 anos ou a terceira idade, estaria se aproximando desse público mais novo. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, uma pessoa morre a cada dois minutos devido a uma enfermidade cardiovascular.

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Além disso, o órgão alerta que, entre 2010 e 2019, houve um aumento de cerca de 59% nas internações de pessoas com até 39 anos por infarto e de 9% nas mortes. O assunto se popularizou ainda mais após o início da vacinação contra a Covid-19 devido às notícias falsas que associam a doença a imunização.

Felizmente, essa possibilidade foi descartada pelo Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia após publicação do médico goiano, Humberto Graner Moreira, que junto a outros especialistas brasileiros, monitorou a situação e verificou a segurança cardiovascular das vacinas contra COVID-19.

“As vacinas contra COVID-19 são seguras e seus benefícios superam em larga escala os riscos de efeitos adversos relacionados. Os principais efeitos adversos cardiovasculares associados a essas vacinas são a VITT e a miocardite”, afirmaram os especialistas ao concluírem o estudo.

Além disso, a médica cardiologista, Adriana Camargo, afirma que a causa de infartos em jovens está mais relacionado ao estilo de vida, sedentarismo, tabagismo, estresse, hipertensão arterial e diabetes. A especialista também destaca que 25% dos casos são silenciosos, ou seja, sem aparecimento de sintomas.

“65% dos casos ocorrem devido à ruptura de placa aterosclerótica, [isto é, gorduras]. Eles são mais comuns nos homens do que nas mulheres. São causados por vasoespasmo por uso de drogas como cocaína, dissecção espontânea da artéria ou por tromboembolismos”, disse.

Para prevenir, a médica indica que os jovens busquem manter o controle dos fatores de riscos, que são diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo. “Esta é a melhor forma de evitar o infarto enquanto ainda jovem”, finalizou Adriana.

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