Butique Solidária fornecerá roupas para famílias vítimas de violência de gênero em Goiânia

O nome que a butique recebeu, Giselle Evangelista Gonçalves, é uma homenagem à memória da servidora pública que foi vítima de feminicídio, em 2018

Postado em: 25-03-2022 às 15h27
Por: Cecília Sampaio
O nome que a butique recebeu, Giselle Evangelista Gonçalves, é uma homenagem à memória da servidora pública que foi vítima de feminicídio, em 2018 | Foto: Reprodução

Em Goiânia será promovida a Butique Solidária Giselle Evangelista Gonçalves para famílias vítimas de violência de gênero. O evento ocorrerá neste sábado (26/3) no shopping Mega Moda Park às duas horas da tarde.  

O projeto é da vereadora Aava Santiago, parceira da Ouvidoria Mulher na Câmara, a iniciativa faz parte da programação da iniciativa Dias Mulheres Virão. Além de roupas, calçados e acessórios, também serão doados kits de beleza pela empresa Abelha Rainha cosmético.

A campanha para doação começou em março na Câmara e onde ainda vão receber por mais três meses com hora marcada através do telefone, pelo número 62 98222 2434.  “Nossa intenção é socorrer e promover a autoestima de mulheres que, ao romperem relacionamentos abusivos, muitas vezes, saem de casa apenas com a roupa do corpo e documentos, carregando suas crias. Então, a Butique vai oferecer um guarda-roupa mínimo para elas recomeçarem” explica a vereadora.

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Todo o evento será realizado através de parcerias. O Mega Moda foi cedido para o evento, duas fotógrafas se disponibilizaram para fazer o registro e terá uma seção de maquiagem para as mulheres realizada pela por uma maquiadora voluntária.

Homenagem

O nome que a butique recebeu, Giselle Evangelista Gonçalves, é uma homenagem à memória da servidora pública que foi vítima de feminicídio, em 2018. O até então namorado da vítima foi denunciado como o autor do crime. A irmã da vítima, Michelle Evangelista Gonçalves, psicóloga voluntária na Ouvidoria da Mulher, hoje se dedica gratuitamente a oferecer psicoterapia individual a vítimas de relações abusivas, para evitar que mais mulheres sejam mortas em crimes de gênero.

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