Universidade Federal de Goiás irá retomar atividades presenciais para todas as turmas 

Postado em: 29-03-2022 às 06h20
Por: Redação
Confira as exigências e cuidados divulgados | Foto: reprodução

Por Daniell Alves

Após dois anos com aulas remotas, os estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) irão iniciar o ano letivo de forma totalmente presencial. O Conselho Universitário (Consuni) da UFG aprovou, na última sexta-feira (25), que todas as turmas de componentes curriculares e disciplinas da educação básica, graduação e pós-graduação, previstas para o ano letivo de 2022, sejam ofertadas na modalidade presencial. 

O semestre 2022/1 da educação básica e da graduação na UFG começa no próximo dia 25 de maio. Para a pós-graduação, em caráter excepcional, as turmas já ofertadas para 2022/1 na modalidade remota ou híbrida, com atividades em curso, poderão ser mantidas nas suas respectivas modalidades.

A estudante de história Vitoria Meneses de Castro, 20, afirma estar ansiosa para o retorno. “Minhas expectativas estão boas por agora, porque no momento em que está híbrido é muito difícil ter que ir para o campus, atravessar a cidade só pra ter uma aula de duas horas. Com o retorno de forma total, acho que vai ser mais animador poder voltar a frequentar o campus e ter mais essa vivência naquele espaço”, avalia. 

Ela ficou por quase dois anos tendo aulas remotas e relata que isso prejudicou bastante os estudos. “Além de não poder ter um contato maior com os professores, tinha que lidar, enquanto estava no meu horário de estudo, com problemas familiares e trabalho além da faculdade. Não tinha motivação e foco para os estudos”, lembra. 

Ao contrário de Vitória, outra estudante da Universidade, que prefere não se identificar, revela que não está animada para o retorno presencial. “Devido à pandemia, diversos alunos precisaram voltar para o interior e até mesmo para outros estados. Inclusive esse é o meu caso, que estou morando em Abadia de Goiás”, conta. 

De acordo com ela, a política de bolsa moradia e bolsa permanência (programas de auxílio da instituição) não estaria sendo o suficiente pra atender todos os alunos. “Foi todo um processo de adaptação para o momento de ensino remoto. E agora será um novo processo pra nos adaptarmos novamente com o presencial”, finaliza. 

Estudo

A proposta de retorno foi apresentada pela gestão da UFG levando em consideração uma série de fatores que envolvem questões sanitárias e educacionais. Na área da saúde, o Grupo de Trabalho em Saúde e o Comitê Operativo de Emergência da UFG (responsáveis por estudos e recomendações de medidas preventivas contra a covid-19), publicou uma nota técnica indicando uma queda significativa do número de casos e mortes em Goiás, além da informação de que 74,2% da população acima de cinco anos no estado está com o esquema vacinal em dia.

O presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-

Sindicato), Flávio Alves, ressalta que a maior parte dos professores concordam com o retorno. Ele afirma que a universidade tem se esforçado com a segurança, com o passaporte vacinal e testagem regular. “É necessária uma avaliação constante da situação epidemiológica porque não sabemos como o vírus irá se comportar no futuro, mas neste momento, a maioria dos profissionais concorda com a retomada”. 

Os alunos, em sua grande maioria, também pedem o retorno desde janeiro. “O processo remoto não é bom, sempre fomos contra o ensino a distância, mas claro, precisamos trabalhar em segurança e os alunos também precisam”, pontua Flávio. 

Exigências

No retorno completo das atividades, há exigências de esquema vacinal completo contra a covid-19 e uso de máscaras em todos os ambientes da UFG estão mantidas. Na área educacional, o pró-reitor de Graduação, Israel Trindade, falou que o amparo legal que a Universidade tem para o ensino remoto (no momento) é somente até o ano letivo de 2021. Ele também citou pareceres de conselhos nacionais de educação que demonstram a importância da presencialidade das aulas.

A reitora Angelita Pereira de Lima afirma que a aprovação do Consuni está em consonância com o que está acontecendo nas outras universidades brasileiras e que elas estão conseguindo realizar as atividades de maneira segura. “Obrigado aos conselheiros pela votação do retorno totalmente presencial na UFG, isso não tem preço, eu estou com o coração aliviado e muito feliz pela decisão”, comemorou.

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