IPCA: inflação de março foi a maior para o mês desde 1994; confira quais produtos impulsionaram a alta

Postado em: 08-04-2022 às 11h29
Por: Ícaro Gonçalves
Com a taxa de março, o IPCA registrou alta de 11,30% nos últimos 12 meses, acima dos 10,54% observados nos 12 meses anteriores, informou o instituto | Foto: Reprodução

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa que mede o crescimento da inflação oficial do país, cresceu em 1,62% em março, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8). Esse foi o maior resultado para o mês desde 1994, antes da implantação do Real.

Com a taxa de março, o IPCA registrou alta de 11,30% nos últimos 12 meses, acima dos 10,54% observados nos 12 meses anteriores, informou o instituto. Os valores ficaram acima da expectativa do mercado, que esperava alta de 1,30% no período e de 10,98% no acumulado em 12 meses.

Os setores que mais impactaram na alta foram o dos transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%). Os dois grupos, juntos, contribuíram com cerca de 72% do índice do mês. No caso dos transportes, a alta foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços dos combustíveis, com destaque para gasolina.

No grupo dos alimentos e bebidas, a alta de 2,42% decorre, principalmente, dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (3,09%). A maior contribuição foi do tomate, cenoura, leite longa vida, do óleo de soja, das frutas e do pão francês.

“Foi uma alta disseminada nos preços. Vários alimentos sofreram uma pressão inflacionária. Isso aconteceu por questões específicas de cada alimento, principalmente fatores climáticos, mas também está relacionado ao custo do frete. O aumento nos preços dos combustíveis acaba refletindo em outros produtos da economia, entre eles, os alimentos”, analisa o gerente do IPCA Pedro Kislanov.

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