Crime banal: homem que matou amigo por colher abacates em chácara de Goiânia vai a júri popular

Postado em: 02-06-2022 às 18h02
Por: Rodrigo Melo
Foto: Reprodução / Getty Images

Manoel Filho de Oliveira, de 49 anos, foi mandado a júri popular, nesta quarta-feira (1º/5), por matar a facadas Judivan Alves de Oliveira. O crime aconteceu em 27 de janeiro de 2017, na Rua 11, no Setor Água Branca, em Goiânia.

A 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri aceitou o parecer do Ministério Público, e entendeu que o crime ocorreu de forma banal diante de um desentendimento por causa da retirada de abacates. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara ressaltou que há indícios da autoria do crime, e por isso não foi aceito o pedido de absolvição sumária do acusado.

Para o magistrado, as dúvidas e contradições existentes nos autos sejam sanadas pelo conselho julgador. “Na atual conjuntura, aponto a possível existência de crime doloso contra a vida, sem proceder a qualquer juízo de valor acerca da sua motivação, logo é caso de submeter o acusado ao Tribunal do Júri”, frisou.

Entenda o caso

Conforme a denúncia, um dia antes de acontecer o crime, a vítima que morava numa chácara situada no Setor Água Branca, estava trabalhando na construção de um muro, quando o Manoel chegou para colher abacate no quintal. Judivan, no entanto, não permitiu sob o argumento de que os abacates ainda estavam verdes. Os dois começaram a discutir e logo Manoel foi embora.

No período da noite, os dois saíram para se divertir nos bares do setor, e já embriagados, se encontraram no “Bar Copacabana”. Segundo Manoel, a vítima o provocou dizendo que ele “não era homem, que ele não era de nada”. Por esta razão, Manoel disse ao Judivan que iria resolver a situação e foi na sua casa pegar uma faca.

A vítima deixou o bar para ir para a casa dele, quando encontrou com o Manoel na Rua 11 do Setor Água Branca. Imediatamente, o acusado desferiu o primeiro golpe no abdômen de Judivan. A vítima tentou correr, mas foi perseguido por Manoel que o alcançou e lhe aplicou outros golpes na região dorsal, levando-o ao chão.

Judivan chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), mas não resistiu aos ferimentos e morreu. No dia 9 de janeiro de 2020 foi decretada a prisão temporária de Manoel, convertida posteriormente para preventiva. Após os trâmites legais, o Ministério Público de Goiás apresentou alegações finais pugnando pela pronúncia nos termos do artigo 121, caput, do Código Penal. A defesa, por sua vez, pediu pela absolvição, sob alegação de ausência de provas.

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