Furtos e roubos de celulares se concentram em grandes eventos

Postado em: 08-06-2022 às 09h44
Por: Ítallo Antkiewicz
Os ingressos, que, em diversas situações, são caros, não limitam a entrada de pessoas mal-intencionadas | Foto: Reprodução

Os celulares são reconhecidos como acessórios praticamente indispensáveis na rotina diária. Cheios de recursos e funções, e como resultado, os aparelhos apresentam maior valor agregado e chamam a atenção, inclusive, de criminosos. Ir a shows, festas privadas e festivais, pode ser sinônimo de perda. Os ingressos, que, em diversas situações, são caros, não limitam a entrada de pessoas mal-intencionadas. Os registros de roubos e furtos são constantes em dias de aglomerações.

De janeiro a abril de 2022 em Goiás, foram registrados 5.594 roubos ou furtos furtos  de telefones celulares. Número que já acabou ultrapassando um terço do que foi notificado no ano passado, que teve 14.970 furtos. De acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO).

O secretário da SSP-GO, Rodney Miranda, ressalta que dentro das festas e eventos privados, a proteção deve ser feita por uma empresa contratada pelos organizadores. Mas, segundo ele, falta interesse dos empresários em investir na segurança dos clientes. “Jamais vamos dizer que não devem ser realizadas festas, porém, é necessário que haja uma preocupação maior em relação a segurança, ou vamos continuar tendo problemas. O lucro desses eventos é muito alto, o que permite um investimento maior nesse setor”, pontua.

Ação policial

O delegado da Central de Flagrantes de Goiânia, Charles Ricardo Lobo Júnior, explica que a primeira medida que a polícia toma, em relação aos furtos e roubos, é a investigação, através do inquérito policial. “A pessoa que foi vítima de qualquer tipo de crime, furto ou roubo de celular, deve procurar imediatamente a polícia, e registrar um RAI, antigo boletim de ocorrência, a partir desse documento, a polícia toma conhecimento do crime e começa a investigação”, afirma.

Segundo o delegado, o autor dos crimes, quando são presos, são apresentados em Goiânia na Central Geral de Flagrantes. “É lavrado um procedimento, que se chama auto de prisão em flagrante, onde os objetos são recolhidos e a pessoa é encarcerada, e posteriormente, esses objetos, procuramos as vítimas para fazer a restituição deles, como iremos fazer agora, com os celulares furtados no show que ocorreu no último domingo”, explica.

De acordo com a autoridade policial, as pessoas que participam dessas ações fazem parte de quadrilhas altamente especializadas. “Têm aqueles que furtam e os que guardam. Agora, está sendo comum usarem uma calça de lycra por debaixo da outra. Ali, cabem, aproximadamente, 30 ou até 40 aparelhos. São muito profissionais”, relata.

As vítimas, segundo o delegado, são aquelas que estão desatentas e com o teor alcoólico mais alto. “Não perdoam, pois é um crime fácil e com uma pena amena. Ou seja, para eles compensa, pois o lucro é muito grande. E as vítimas estão sempre com o objeto na mão, pois é normal querer registrar o evento e postar nas redes sociais. E é justamente nesse momento que eles observam e preparam para praticar o delito”, alerta.

Último evento realizado na Capital

A Polícia Militar de Goiás recuperou, em ações integradas, 117 aparelhos de celular que foram roubados ou furtados durante um show, no último domingo (5), no estacionamento do Estádio Serra Dourada. Três homens foram presos, um deles por roubo e outros dois suspeitos de receptação.

No Setor dos Dourados, em Goiânia, equipes do 42º BPM recuperaram 80 celulares e prenderam um suspeito de receptação. Um policial de folga foi acionado pelo amigo que teve um celular furtado na festa e solicitou apoio de policiais de serviço que diligenciaram até localizar o receptador dos celulares. Com o homem foram encontrados 17 aparelhos, o restante estava em sua casa totalizando 80 celulares. O preso informou que pagou 20 mil reais nos aparelhos, que foram entregues a ele na porta do evento.

Os outros 37 aparelhos foram encontrados numa loja no Setor Campinas, por policiais da PM2 e do Batalhão de Choque. O dono do estabelecimento foi preso. Ele já tinha passagens pela Justiça. Após informações de que a loja estaria comercializando celulares furtados, as equipes conseguiram identificar e abordar o suspeito. No local foram encontrados os 37 iphones, de procedência duvidosa, avaliados em aproximadamente R$100 mil. Os aparelhos foram verificados e foi confirmada a suspeita de que se tratava de produtos de furto.

No Jardim Guanabara, após ações integradas, policiais da Rotam conseguiram localizar e prender um dos suspeitos que aparece em vídeo roubando a corrente de ouro de um homem durante o mesmo show. Com ele, a PMGO encontrou cinco correntes que haviam sido roubadas. Vítimas reconheceram o suspeito como um dos responsáveis pelos roubos. O homem foi encaminhado para a Central de Flagrantes e está à disposição da justiça.

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