Primeiro caso de varíola dos macacos é confirmado no Brasil

Postado em: 08-06-2022 às 16h15
Por: Rodrigo Melo
A Ministério da Saúde informou que sete casos estão em investigação | Foto: Reprodução / Istock

O primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado nesta quarta-feira (8) na cidade de São Paulo. O paciente é um homem de 41 anos que viajou à Espanha, e está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital. A Secretaria de Saúde Municipal afirmou em nota que “no momento, o Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) estadual e a prefeitura de São Paulo investigam um paciente para descartar qualquer hipótese da doença”.

Além deste caso, a gestão municipal monitora o estado de saúde de uma mulher de 26 anos hospitalizada com suspeita de ter contraído varíola dos macacos. Familiares e pessoas que residem próximo à mulher também são acompanhados pela gestão municipal.

Outras cidades

A Ministério da Saúde informou que sete casos estão em investigação. Segundo a pasta, os estados de Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo têm um caso suspeito cada um, e há ainda dois casos em monitoramento em Rondônia.

Segundo a pasta, os pacientes “seguem isolados e em recuperação, sendo monitorados pelas equipes de vigilância em saúde. A investigação dos casos está em andamento e será feita coleta para análise laboratorial”.

Casos pelo mundo

Até o fim de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia registrado mais de 300 casos confirmados ou suspeitos da varíola do macaco em 23 países onde o vírus não é endêmico. Não houve mortes relatadas.

A OMS disse que a varíola do macaco traz um “risco moderado” para a saúde pública mundial depois que casos foram relatados em países onde a doença não é endêmica. A organização ainda acrescentou que não há recomendação de uso de vacina da varíola para casos de varíola do macaco.

Sintomas e transmissão

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Preparação Global para Riscos Infecciosos, Sylvie Briand, afirmou que é prioridade conter a varíola dos macacos em países não endêmicos, o que pode ser alcançado por meio de ações rápidas.

A doença pode ser transmitida por meio de gotículas respiratórias, fluídos corporais ou uso de material contaminado, como por exemplo, alicates e roupas de cama. De animais para pessoas, é mais comum através de arranhões, mordidas ou ingestão de carne selvagem. Casos registrados neste ano, deixaram um alerta na transmissão sexual, mas a situação ainda está sobre análise.

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