GCM apreende mais de 300 quilômetros de linhas com cerol

A campanha visa, ainda, coibir a produção, armazenamento e comercialização do cero

Postado em: 28-06-2022 às 07h41
Por: Daniell Alves
A campanha visa, ainda, coibir a produção, armazenamento e comercialização do cero | Foto: Reprodução

Em um mês da Operação Pipa sem Cerol, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) apreenderam 400 latas de linhas com cerol e 250 pipas com material cortante em Goiânia. Em linha reta, equivale a 300 quilômetros, a mesma distância entre a Capital e Jataí. O objetivo da operação é conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre o perigo do uso de linhas com material cortante (cerol) durante a brincadeira. 

A campanha visa, ainda, coibir a produção, armazenamento e comercialização do cerol, linha chilena, pó de ferro, viúva negra e outros materiais que podem oferecer risco de incidentes e morte, principalmente, do grupo de risco formado por motociclistas, ciclistas e pedestres.

No último dia 21, o piloto de paraplano Marcelo Nunes Rodrigues, de 52 anos, morreu em Aparecida de Goiânia após cair e ter parte do corpo queimado. Imagens feitas após o acidente mostram linhas, que estariam com cerol, enroladas no equipamento. A gravação foi feita pelo instrutor Itiel Lima. No vídeo, ele mostra que a linha corta o equipamento que Marcelo estava usando. “Essa linha com cerol estava enrolada nas linhas da asa e cortou todo o tirante que segura as linhas do paraplano”, explicou.

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Em Goiânia, um homem contou ter levado um susto ao andar de moto pelas ruas da Capital.  Ele quase teve a cabeça atingida por uma linha de pipa com cerol, mas conseguiu escapar por alguns centímetros. A linha atingiu o violão que ele carregava nas costas e cortou a ponta do instrumento.

Orientação 

O Comandante Wellington Paranhos destaca que, além do trabalho nos bairros, a GCM desenvolve palestras de orientação nas escolas municipais quanto aos riscos desses materiais. Ele lembra que estabelecimentos que estiverem comercializando as linhas com material cortante podem ter o alvará de funcionamento suspenso.

“Quem for pego usando esses materiais é encaminhado para a delegacia. Caso seja maior de idade, deve responder Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e menores são entregues aos responsáveis”, frisa o comandante.

A corporação destaca que a participação dos goianienses é importante no combate à comercialização desses materiais. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.

A Vida Por um Fio

Na última semana, a Secretaria Municipal de Segurança Pública de Aparecida de Goiânia lançou a 12ª edição da ‘Campanha A Vida Por Um Fio’. O intuito é coibir o uso de linhas cortantes durante o período de férias escolares, evitando acidentes com quem brinca de empinar pipas, sobretudo, com motociclistas e pedestres.

O secretário municipal de Segurança Pública, Roberto Cândido, pontua que a operação é educativa e que o objetivo é evitar acidentes. “Vamos intensificar o patrulhamento e orientar crianças, adolescentes e adultos sobre os perigos.  Porém, quem não observar a legislação poderá responder pela infração. Há dez anos, não registramos acidentes fatais com linhas cortantes em nossa cidade”, reforça.

Já o comandante da GCM do município, Heber Júnior, destacou como será feito o trabalho de fiscalização. “Vamos intensificar o patrulhamento nos bairros entre 16h e 19h. As viaturas estarão em campo orientando sobre o perigo das linhas. No segundo momento, as pessoas reincidentes serão encaminhadas à delegacia de polícia mais próxima”.

Multa

A legislação que regulamenta a brincadeira em Aparecida proíbe o uso e venda de “linha cortante, cerol ou vidro moído, chilena ou indonésia” no comércio formal e informal. O comerciante que vender esse tipo de material terá o produto apreendido e será encaminhado à autoridade policial. Além disso, será aplicada multa no valor de R$ 3 mil a cada infração cometida.

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