Polícia prende suspeito de matar o sogro a tiros em farmácia de Goiânia

Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, suspeito de matar o sogro a tiros em uma farmácia de Goiânia, foi preso no início da noite

Postado em: 29-06-2022 às 19h45
Por: Ícaro Gonçalves
A prisão ocorreu após o Poder Judiciário autorizar mandado de prisão preventiva contra Felipe na manhã desta quarta | Foto: Reprodução

Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, suspeito de matar o sogro a tiros em uma farmácia de Goiânia, foi preso no início da noite desta quarta-feira (29/6). A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). A prisão ocorreu após o Poder Judiciário autorizar mandado de prisão preventiva contra Felipe ainda na manhã desta quarta.

O ex-servidor público de Goiânia é suspeito pela morte do policial civil aposentado João Rosário Leão, que tinha 63 anos e era pai de sua ex-namorada Kennya Yanka. O crime aconteceu na segunda-feira (27) na farmácia onde o idoso era sócio, no Setor Bueno, em Goiânia. Segundo a família de Rosário, Felipe costumava se portar de forma agressiva e ostentava arma de fogo em reuniões familiares.

Kennya informou à Polícia Civil que Felipe era abusivo, já tendo ameaçado de morte membros de sua família. Felipe será encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), na capital, de onde deve ficar preso preventivamente.

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Também nesta quarta, o advogado Júlio de Brito, que defende Felipe, informou que o suspeito sofre de transtorno de psicose desde os 5 anos. Segundo o advogado, a família de Felipe já prepara o laudo que comprova a doença.

Padrasto preso

O padrasto de Felipe já havia sido preso na última terça (28). Segundo informações da PCGO o homem é suspeito de acobertar o crime. A prisão em flagrante ocorreu por posse ilegal de arma de fogo.

Felipe era considerado foragido pela Justiça | Foto: Divulgação/PCGO

Relembre o caso

O crime aconteceu na manhã de segunda-feira, no Setor Bueno. O suspeito aparece em câmeras de segurança entrando na farmácia e disparando contra João do Rosário, proprietário do comércio, usando uma arma de fogo que seria de seu padrasto. O jovem, que é ex-namorado da filha da vítima, fugiu na sequência.

João do Rosário era policial civil aposentado e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. As informações sobre a possível motivação do crime ainda são desencontradas, mas entre as hipóteses está o fato de o suspeito não aceitar o fim do relacionamento com a filha da vítima. O jovem estaria tentando reatar o namoro, mas o pai seria contra.

O estopim para o crime teria sido um boletim de ocorrência feito por João do Rosário na segunda, no qual o sogro denunciava Felipe por ter ameaçado a ele e a Kennya durante uma reunião familiar no fim de semana.

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