Metrobus coloca mais 60 ônibus em circulação

Seis ônibus entraram em operação, na última quarta-feira (29), para circular entre os terminais Vera Cruz e Praça da Bíblia

Postado em: 01-07-2022 às 07h50
Por: Daniell Alves
Seis ônibus entraram em operação, na última quarta-feira (29), para circular entre os terminais Vera Cruz e Praça da Bíblia | Foto: Júnior Guimarães

Enquanto a frota de ônibus elétricos entra em funcionamento no Eixo Anhanguera, 60 novos veículos vão ingressar no eixo e extensões em caráter emergencial. No total, serão 110 ônibus circulando nos próximos 180 dias, de acordo com a Prefeitura de Goiânia. O objetivo é desafogar a demanda do sistema no principal corredor de transporte coletivo que liga a capital às cidades da Região Metropolitana. 

Seis ônibus entraram em operação, na última quarta-feira (29), para circular entre os terminais Vera Cruz e Praça da Bíblia. Os veículos são de piso alto, 14 metros de comprimento, ar-condicionado, câmbio automático, capacidade para até 110 passageiros sentados e em pé, e portas para embarque e desembarque elevados pelo lado esquerdo. 

Segundo o Paço, os outros veículos ingressarão na rota de forma gradativa. A previsão é de entrada de novos ônibus semanalmente, até completar os 60 previstos, que serão os primeiros climatizados a circular na Região Metropolitana.

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Rogério Cruz afirma que “esse é mais um passo para a melhoria do transporte público da Região Metropolitana de Goiânia”, e ressalta o alinhamento dos prefeitos com o Governo do Estado. “Já damos respostas à população. O primeiro passo foi a implantação do bilhete único e do passe livre do trabalhador”, ressaltou, ao lembrar que a Prefeitura de Goiânia já está recapeando a via para receber os 114 ônibus elétricos.

O presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, explica que a decisão de ampliar a frota de forma imediata foi necessária em função do questionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre aspectos da licitação, que vai promover a eletrificação da frota do principal corredor de transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia.

“O processo está sendo feito de forma muito transparente, mas como surgiram algumas dúvidas, fomos obrigados a adiar a licitação. Estamos esclarecendo todos os questionamentos. Infelizmente, a entrega dos ônibus elétricos no segundo semestre, como o previsto, não será possível, mas a ampliação imediata da frota foi a forma provisória que encontramos para não penalizar a população”, destacou Adriano da Rocha Lima.

Acordo com empresas 

Com a frota deficitária, a Metrobus anunciou, no último mês, um acordo com empresas privadas para reposição e substituição de ônibus articulados nas linhas que percorrem o Eixo Anhanguera, em Goiânia, e municípios da Região Metropolitana. Conforme o órgão, a decisão visa suprir a necessidade de mais veículos para trafegar na via e responder à suspensão do pregão para licitação de 114 ônibus elétricos, determinada pelo TCE. 

Frota deficitária 

Já o presidente da Metrobus, Francisco Caldas, avalia que há o problema da frota deficitária é uma realidade. Por enquanto, a iniciativa deve solucionar os problemas aos usuários do transporte coletivo. Segundo ele, o objetivo principal é “fortalecer a nossa frota com ônibus deles [empresas privadas], até que a gente possa endereçar a solução final para os ônibus elétricos”, explica. 

“A nossa estratégia do governador e da empresa é de renovar a frota inteira dentro da melhor tecnologia possível. Nunca tivemos ônibus com ar condicionado nessa região e vamos enfrentar isso”, pontua. 

Contudo, o acordo com as empresas privadas será mantido até segunda ordem. “Esses serviços hoje são operados pela Metrobus e dentro de uma deficiência operacional, queriamos ter mais recursos para poder fazer isso, mas então, na insuficiência, vamos procurar as empresas e pedir para elas reforçarem nossa frota. Eu não tenho os números finais pois estamos na fase final de indexação mas espero que em até uma semana tenhamos números novos para apresentar à população e ao órgão regulador”, destaca. 

Meia Tarifa 

Até o fim deste ano, a expectativa é que o Governo de Goiás implemente a Meia Tarifa, onde passageiros que percorrerem trajetos menores do que cinco quilômetros pagarão metade do valor do bilhete, congelado em R$ 4,30 durante toda a atual gestão do Estado.

“Goiânia sempre foi só problema, problema. Há quanto tempo não temos um aumento na passagem? Só esse ano, vamos bancar R$ 80 milhões. São 17 prefeituras que não podem subsidiar e nós vamos pagar. Goiânia arca com outra parte. Hoje, nós temos a CMTC e a CDTC trabalhando uniformemente. A Prefeitura está prezando pelo asfalto agora, depois virá o concreto”, afirma o governador.

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