Vila Cultural Cora Coralina recebe exposição Lambes Brasil, com trabalhos locais e nacionais

A peças expostas versam sobre questões humanitárias ligadas à igualdade social, racial e de gênero.

Postado em: 17-07-2022 às 14h50
Por: Ícaro Gonçalves
A peças expostas versam sobre questões humanitárias ligadas à igualdade social, racial e de gênero | Foto: Divulgação

A Vila Cultural Cora Coralina receberá a partir da próxima terça-feira (19/7) a mostra coletiva “Lambes Brasil”, com exposição de artes na técnica lambe-lambe de mais de 25 artistas. A mostra faz parte do Festival “LambesGoia”, que começou na sexta-feira (15/7). O Festival articula diversos murais individuais e coletivos em Goiânia e oficinas de arte urbana.

Com curadoria de um dos principais coletivos de arte urbana do país, a exposição Lambes Brasil, montada na Vila Cultural Cora Coralina, reúne mais de 25 artistas de lambe-lambe locais e nacionais. “Fizemos questão de escolher artistas de norte a sul do Brasil”, afirma a artista Bruna Alcantara, uma das curadoras do projeto. “Questões humanitárias ligadas à igualdade social, racial e de gênero devem ser levantadas com as obras, já que a arte de rua é também uma arte questionadora”. 

Foto: Divulgação

Um dos trabalhos de destaque da mostra é um cartaz de mais de dois metros de altura do coletivo Matriz, de Brasília. Formada por mulheres mães, a obra discorre sobre a maternidade na pandemia. “Construímos esse lambe durante a pandemia, de forma remota, em meio ao cenário desafiador de estar em casa com os filhos”, diz Bárbara  Moreira, artista integrante do coletivo. “Foi a nossa forma de dizer o quanto a pandemia recaiu sobre as mulheres gerando insegurança física”.

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A primeira Mostra Lambes Brasil também conta com nomes já consagrados da arte em âmbito nacional, como o paulistano Raul Zito, o alagoano A Coisa Ficou Preta e a maranhense Gê Viana. 

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O Festival

O “LambesGoia” foi um projeto piloto criado em 2019 idealizado pelos artistas goianos Diogo Rustoff, Marcelo Marostica e Sertão Kosmico.  Mais de 70 artistas participaram da 1ª edição, vindos de oito estados brasileiros e nove países. “Fizemos algo que a cidade de Goiânia nunca tinha visto antes”, comenta Marcelo. 

Para essa edição, a expectativa é atrair ainda mais pessoas e artistas. Ao todo, já foram recebidos cartazes de artistas de 16 países, sendo que 90 artistas brasileiros também enviaram suas obras. 

Entre 15 e 28 de julho, os bairros do Centro, Universitário, Oeste e Sul vão ganhar sete novos murais de artistas goianos, como Ricarjones, Karla Planta e Gabi Matos, e também artistas de outros estado, como a paranaense Bruna Alcantara e o sul-mato-grossense Leonardo Mareco. 

Para Diogo Rustoff, o que atrai o público à técnica do lambe-lambe é a forma democrática como ela pode ser usada. “Não é preciso saber desenhar, pintar, usar spray. Com papel, caneta e um pouco de cola, qualquer pessoa pode produzir uma arte urbana”, afirma. “Esse tipo de evento abre um mundo de possibilidades artísticas e novas formas de observar os locais por onde transitamos”, completa.

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