Goiás cresce no transporte de carga aérea acima da média nacional

Estado é o 4º maior pólo de serviços de aviação do País e demanda do e-commerce

Postado em: 21-07-2022 às 09h11
Por: Vitória Coimbra
Estado é o 4º maior pólo de serviços de aviação do País e demanda do e-commerce | Foto: Reprodução

Apesar do transporte aéreo de cargas no Brasil não ter ainda um histórico regular de crescimento, nos anos em que houve aumento da movimentação, Goiás sempre esteve em destaque. um desses anos foi em 2021, quando no Brasil registrou-se aumento percentual de 30,8% na atividade, mas em Goiás os números foram ainda maiores. Segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT), o Estado chegou a registrar um aumento de 63,2% nas operações de transporte aéreo de cargas na comparação com 2020. Para se ter uma ideia, em 2010, quando a economia brasileira ainda vivia um bom momento, o transporte aéreo de cargas registrou um aumento de 38,5%, ao passo que, neste mesmo período, Goiás teve um crescimento de 50,4%.

“Nesse segmento da logística e transporte de carga, o mercado da aviação no Brasil ainda tem um potencial enorme de crescimento”, afirma o empresário e incorporador Rodrigo Neiva, um dos sócios empreendedores de um empreendimento aeroportuário que está sendo construído na cidade de Aparecida de Goiânia.

Apesar do modal aéreo responder por apenas 4% de toda carga transportada no País, segundo registros da Agência nacional de Aviação Civil (Anac), o empreendedor considera que o modal aéreo, em razão de sua agilidade e segurança, é o indicado para a moderna economia dos dias de hoje, que é fortemente impactada pelo e-commerce. “Num país com dimensões continentais como o Brasil, alguns lugares são de difícil acesso e podem ter prazos muito longos oferecidos por outros meios de transporte”, argumenta o empreendedor.

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Goiás, no caso, sai na frente nas operações aéreas em razão de sua centralidade, não é por acaso que o Estado é o quarto maior pólo de serviços de aviação do País, ficando atrás apenas de Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul. Segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Goiás abriga 92 empresas de táxi aéreo, aviação agrícola e manutenção aeronáutica. Entre os 26 Estados e o Distrito Federal, Goiás é também o sexto maior em número de aeródromos privados, com 159 áreas particulares homologadas para pousos e decolagens de aviões.

Voando alto

E para os próximos anos, Goiânia deve se consolidar ainda mais como um importante hub da aviação brasileira, já que até 2024, a sua região metropolitana irá contar com o início das operações do maior pólo aeronáutico do Centro Oeste. Capitaneado por um grupo de cinco empresas goianas, o projeto deve ocupar uma área de 209 hectares e contará com um aeroporto público-privado para atender a todos os segmentos da aviação geral: aviação agrícola, táxi aéreo, aviação executiva, regional e transportes de cargas.

Em dezembro, o Conselho Administrativo do empreendimento definiu e aprovou uma série de melhorias para a ampliação do aeroportuário que está sendo construído. O objetivo do plano de expansão é atender à demanda do ecommerce, que necessita de áreas para construir galpões e realizar a parte logística de armazenagem e distribuição de produtos. Com a ampliação, o primeiro pólo aeronáutico do Centro-Oeste deve se tornar um aeroporto público privado, ampliando a capacidade operacional.

Na prática, a pista de pouso manterá sua extensão de 1,9 quilômetro, mas será mais larga, passando de 30m para 35m de largura, o que possibilitará a operação de aeronaves de maior porte. Já o número de Classificação do Pavimento passa de 30 para 35. Esse é um cálculo que avalia a condição estrutural das pistas de pouso e decolagem em aeroportos para assegurar a integridade da pista e segurança operacional das aeronaves.

Infraestrutura

O empreendimento aeronáutico também contará com hangares e infraestrutura para receber empresas de manutenção, fabricantes de peças aeronáuticas, escolas de formação para pilotos e empresas de transporte e logística. Em sua primeira fase, o polo deve entregar 72 lotes de 1.000 m² à 1.500 m², com infraestrutura completa, pista de pouso e decolagem para receber até aeronaves de grande porte,terminal de embarque e desembarque, portaria e estacionamento.

O projeto começa a tomar forma diante de cinco fases. A primeira etapa deve ser concluída em 2024 e prevê a entrega da pista de pouso, área de embarque e desembarque e 72 lotes entregues de 1.000m² a 1.500 m² de área, com toda a infraestrutura necessária, como energia elétrica, sistema de abastecimento de água, pavimentação asfáltica e área fechada com portaria monitorada.

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