Excesso de velocidade lidera ranking de infrações

A via que lidera o número de infrações é a Avenida Tocantins, com 36.347

Postado em: 22-07-2022 às 07h50
Por: Mariana Fernandes
A via que lidera o número de infrações é a Avenida Tocantins, com 36.347 | Foto: Reprodução

De acordo com o Relatório de Status Global de Segurança Viária da ONU, acidentes são hoje a principal causa de morte de pessoas entre 05 e 29 anos. E ainda, que cerca de 1,35 milhão de vidas no mundo são perdidas no trânsito. Excesso de velocidade lidera, com folga, o ranking de infrações que resultam em multa em Goiânia. Foram registradas 376.454 em 2021.

A via que lidera o número de infrações é a Avenida Tocantins, com 36.347. Na sequência, aparecem Avenida Araguaia (32.209), Avenida Paranaíba (26.580), Rua 132, no Setor Sul (16.308) e Marginal Botafogo (15.636).

Todas as infrações foram cometidas em vias sinalizadas verticalmente, horizontalmente e com equipamentos eletrônicos; semáforos e redutores de velocidade. “Não há autuações em ruas sem sinalização. O trânsito mata e a única vacina é a mudança de comportamento”, alerta o secretário Horácio Mello, sobre os cuidados no trânsito.

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As penalidades para quem estiver acima da velocidade permitida, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) são classificadas de três formas: 1)Velocidade superior à máxima em até 20%: multa média, 4 pontos na CNH e R$ 130,16 em multa; 2) Velocidade superior à máxima em mais de 20% e até 50%: infração de trânsito grave, 5 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 195, 23; 3) Velocidade superior à máxima em mais de 50%: infração gravíssima, 7 pontos na CNH, R$ 293,47 de multa com multiplicador e suspensão do direito de dirigir.

Ampliação 

A prefeitura de Goiânia espera, até o final de 2023, ampliar em 30% a malha cicloviária para tentar diminuir o número de acidentes. Para incentivar este número a capital goiana está adotando três estratégias. A regulamentação do programa “Abrace uma Ciclovia” que prevê parcerias entre município e empresas interessadas em financiar a construção e manutenção de ciclovias e ciclofaixas. Em contrapartida, a iniciativa privada poderá fazer publicidade nos trechos que patrocinar, oferecer estações com bicicletários, auxílio técnico e reparos de bicicletas.

A segunda medida seria o retorno dos Serviços Privados de Bicicletas Compartilhadas no qual o poder público municipal não irá licitar o serviço a uma única empresa, mas sim abrir o mercado por meio de um Decreto Municipal no qual qualquer empreendimento que desejar operar em Goiânia terá toda a liberdade para fazê-lo, desde que observe a regulamentação vigente.

Por último, a criação do Serviço Público de Bicicletas Compartilhadas em terminais de ônibus e integrado a Rede Metropolitana de Transporte. Tal medida diferente das duas anteriores possui abrangência metropolitana e a prefeitura de Goiânia é parceira deste projeto.

Integração das bikes e ônibus

Para o coordenador técnico do Mova-se Fórum de Mobilidade, Miguel Angelo Pricinote, a integração entre os dois modos de transporte, bicicleta e ônibus, traz múltiplos benefícios. “A principal vantagem é que coloca o transporte por ônibus ao alcance de mais pessoas em uma área maior, além de oferecer mais flexibilidade para os usuários”, explica o coordenador.

Pricinote ressalta que, para os usuários, andar de bicicleta é uma chance de aumentar a atividade física, com benefícios significativos para a saúde, mas deve ser uma prática segura, em locais bem sinalizados e, de preferência, em ciclovias. Ampliar o uso da bicicleta é importante para a mobilidade urbana, além de ser uma forma barata e saudável de se deslocar pela cidade. A integração com a Rede de Transporte fará com que aumente o alcance das bikes e do próprio transporte público melhorando assim o trânsito e o meio ambiente da cidade.

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