Goiás é destaque em startups do agro, cosméticos e logística

O mercado goiano tem evoluído via startups, empresas jovens que tem propostas para a solução de problemas específicos da sociedade e empresas.

Postado em: 02-08-2022 às 07h42
Por: Sabrina Vilela
Uma das grandes mudanças que têm ocorrido no mercado goiano é a evolução das inovações via startups | Foto: Arquivo Pessoal

Empreendedores goianos têm se dedicado no investimento em empresas inovadoras, voltadas para a sustentabilidade e tecnologia. Com o mercado cada vez mais orgânico, a competição entre empresas fica cada vez mais acirrada. Analista do Sebrae Goiás, Emília Franco explica que uma empresa inovadora é aquela capaz de propor novos conceitos e soluções para a sociedade ou mesmo para outras empresas. A inovação consiste também em desafiar modelos já existentes e criando soluções inovadoras e tecnológicas para problemas e demandas que ainda não possuem respostas.

Com isso o mercado goiano tem passado cada vez mais por mudanças. Uma delas é a evolução das inovações via startups, empresas jovens que tem propostas para a solução de problemas específicos da sociedade e empresas. Em Goiás existem  empresas de micro a grande porte apostando na inovação, pois o próprio mercado induz a mudança de comportamento. “Comparo a inovação como um rolo compressor, que vai compactando quem não corre para atender as demandas do mercado”, exemplifica a analista.

Se comparar com outros estados brasileiros, o Estado ainda precisa avançar mais. Emília Franco explica que estão trabalhando a fim de articular um conjunto de ações estratégicas definidas de forma alinhada e colaborativa entre os principais agentes que compõem o ecossistema de inovação. Ela explica que o objetivo é gerar uma governança sólida, eficiente e contínua para o fortalecimento do Ecossistema Local de Inovação. Além disso, propor ações mais efetivas de apoio às startups e as empresas inovadoras em geral.

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Segmentos 

Em Goiás, os segmentos considerados inovadores são empresas e startups de agronegócio, fármacos, cosméticos, logística, saúde, entre outros. Emília Franco destaca ainda que um produto ou serviço inovador pode ser desenvolvido por qualquer pessoa, porém requer estudo, capacidade técnica e conhecimento do mercado que pretende atuar. Além disso,  estar mais próximo dos ambientes de inovação- incubadoras, aceleradoras, hubs de inovação – que apoiam o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores.

Franco afirma que para ter uma empresa inovadora é necessário identificar uma boa oportunidade de negócio. Também é preciso mobilizar recursos financeiros próprios ou de terceiros, desenvolver produtos ou serviços que atendam a uma necessidade ou oportunidade de mercado e validar o produto/serviço com seus potenciais clientes.

Empresa que pensa no meio ambiente

A empresária Nathalia Pedroso Barbosa tem uma empresa que surgiu de uma inovação com a criação de um esfoliante a partir do resíduo de goiaba. Depois dele, mais produtos foram criados para a empresa cosmética conseguir inovar. Ela teve a ideia a partir de uma pesquisa de mestrado e conseguiu identificar essa possibilidade de desenvolver o cosmético. 

Barbosa apresentou a proposta para a indústria e se submeteu a um edital de inovação junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O projeto foi aprovado e ela recebeu um recurso e depois foi desenvolvida a pesquisa durante dois anos. Em 2017 o esfoliante foi lançado em parceria e teve que abrir a indústria para fornecer a matéria prima. 

Nathalia conta que cada dia é um desafio diferente no mercado. “As dificuldades são quanto a regulamentação governamental, exigências dos órgãos fiscalizadores, impostos que só aumentam, oscilação de mercado, inflação. Todo dia tem momentos difíceis”. 

A empresa de Nathalia chamada ‘LunaGreen Bioativos’ faz uso da tecnologia de produção para o desenvolvimento de novos insumos com visibilidade mundial. “É usado principalmente para agregar valor ao produto brasileiro”. A empresa fornece insumos para a área de cosméticos. Segundo um relatório de pesquisa dos Estados Unidos que saiu em 2021, houve crescimento de 8,2% no mercado de cosméticos de beleza limpa – Clean Beauty – que é o ramo que usa produtos naturais sem conservantes e sem petrolatos [derivados do petróleo cru]. 

Já o mercado de cosméticos tradicionais cresceu apenas 2%. Então, a tendência da procura das pessoas por itens mais naturais está frequente. Todos os projetos da empresa de Barbosa passam por uma análise prévia a fim de saber quais impactos ambientais que a empresa pode gerar. 

Mas, caso produza impactos ambientais, eles buscam formas de conseguir reduzir. Os principais produtos são a partir do aproveitamento de rejeitos industriais – com reaproveitamento de indústrias de alimentos e até de mineração. Além disso, tem o selo “Eu reciclo”, que faz a compensação ambiental das embalagens que são usadas pela empresa. A LunaGreen também participa do Projeto Vivar. 

Essa ação é de Goiânia, e faz coleta do lixo orgânico para fazer compostagem. “Como trabalhamos com produto natural, 100% dos rejeitos são produtos orgânicos,  são plantas”. O objetivo da empresa é agregar valor à comunidade local, auxiliar empresas e startups novas como a “Eu reciclo” e o “Projeto Vivar” – que são startups de preservação do meio ambiente.

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