Maioria dos casos de SRAG ainda são causados pelo vírus da Covid-19

Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, no entanto, estão em níveis pré-pandemia

Postado em: 19-08-2022 às 07h47
Por: Maria Paula Borges
Segundo Fiocruz, das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo | Foto: Reprodução

O Boletim InfoGripe apontou que o Brasil está no patamar mais baixo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início da pandemia. A análise, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última quarta-feira (17/08), levou em consideração os dados referentes à Semana Epidemiológica (SE) 31, período entre os dias 7 e 13 de agosto. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), no Estado, foram observados aproximadamente 11,9 mil casos de SRAG.

Conforme apresenta o estudo, entre os casos de SRAG, o vírus da Covid-19 se mantém predominante, sobretudo na população adulta, além de ser o que mais provoca mortes, sendo responsável por 96,5% dos óbitos por SRAG. Dentre os casos de óbito, 0,7% foram em decorrência da influenza A, 0,2% da influenza B, e 0,2% do vírus sincicial.

Apesar de o sinal geral ser de queda ou estabilidade, o InfoGripe ressalta que o aumento recente na faixa etária de zero a 11 anos é preocupante. Segundo o pesquisador Marcelo Homes, coordenador do InfoGripe, em termos proporcionais, o crescimento é ainda mais expressivo na faixa etária de 5 a 11 anos. “Por ser restrito às últimas semanas, ainda não é possível identificar com clareza o vírus responsável por esse aumento, embora o Sars-CoV-2 (covid-19) continue sendo predominante em todas as faixas etárias”, explica.

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O estudo mostra que dos 26 estados e o Distrito Federal, apenas Roraima apresentou sinal de crescimento na tendência a longo prazo. Já o Acre e o Amapá apresentaram estabilidade. Em relação aos outros Estados, é apresentada uma queda na tendência a longo prazo.

Das 27 capitais brasileiras, a pesquisa aponta que três delas (Belém, Boa Vista e Vitória) apresentam indícios de crescimento na tendência a longo prazo até a semana 32, enquanto nas capitais restantes há predomínio de queda, com nove apresentando estabilidade. 

Além disso, de acordo com o estudo, três das capitais estão em macrorregiões de saúde em nível pré-epidêmico (Cuiabá, Palmas e São Luís), quatro em nível epidêmico (Belém, João Pessoa, Porto Velho e Vitória), dezoito em nível alto (Aracaju, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Teresina), duas em nível muito alto (Belo Horizonte e Boa Vista), mas nenhuma em nível extremamente alto. 

Em Goiás 

A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) aponta no Boletim SRAG que atualmente o Estado acumula 11,9 mil casos, sendo 51,97% deles em homens e 48,03% em mulheres. Além disso, Goiás tem 397 casos em investigação e 3.577 casos não especificados. 

Por Covid-19, Goiás não se afasta da realidade brasileira, acumulando 6.800 casos, enquanto 184 são em decorrência da Influenza, 52 por outro agente etiológico e 912 por outro vírus respiratório. Entretanto, as faixas etárias mais preocupantes observadas pelo SES-GO são em crianças com idade inferior a 2 anos e com idade igual ou superior a 60 anos. 

Em crianças menores de 2 anos, foram acumulados 1.424 casos, sendo que 51 destes seguem em investigação e 544 ainda não foram identificados. Por Covid-19, foram 262 casos, 23 por Influenza e 540 por outro vírus respiratório. Já em pessoas com idade superior ou igual a 60 anos, foram observados 6.135 casos, sendo 190 em investigação e 1.493 não especificados. Na faixa etária, por coronavírus foram 4.277 casos, 93 por Influenza e 51 por outro vírus respiratório. 

Em Goiânia, o boletim da SES-GO aponta 3.169 casos, com proporção de 208,95 SRAG por 100 mil habitantes. Em investigação foram observados 159 casos e 1012 ainda não especificados. Os casos de SRAG por Covid-19 segue liderando os números, com 1677 casos, seguido de 55 por Influenza e 242 por outro vírus respiratório.

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