Busca pelo exame de mamografia cresce 26% na rede pública

Em 2022 foram 81 mil exames de mamografia em Goiás

Postado em: 27-09-2022 às 07h30
Por: Alexandre Paes
Em 2022 foram 81 mil exames de mamografia em Goiás | Foto: reprodução

A frequência de mulheres entre 50 e 69 anos de idade que informaram ter realizado o exame de mamografia em algum momento da vida aumentou de 82,8%, em 2007, para 93,3% em 2021. Os dados são do Ministério da Saúde, que mostra a evolução anual dos indicadores de rastreamento do câncer feminino, especialmente sobre o câncer de colo e mama.

Em Goiás, um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), que atualmente é gestora de serviços de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde, aponta que, entre os primeiros semestres de 2021 e de 2022, o número de mamografias realizadas na rede pública cresceu 26%. 

Todos os procedimentos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Se comparados com o ano anterior, foram mais de 15 mil exames realizados a mais. Em 2021, foram 66 mil, enquanto em 2022 já são 81 mil. Em razão dos períodos críticos durante a pandemia e do isolamento social no ano de 2020, o número de exames realizados de mamografia caiu 35% em relação ao ano anterior.

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A médica radiologista Vivian Milani observa que as mulheres estão voltando aos cuidados com a prevenção do corpo. “É essencial que as mulheres retomem com os exames periódicos, uma vez que o diagnóstico precoce ainda é a melhor maneira de garantir o sucesso do tratamento”, observa. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresentam bom prognóstico.

De acordo com o último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), em agosto de 2022, o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em quase todas as regiões do Brasil. A taxa de mortalidade por câncer de mama, ajustada pela população mundial, foi 11,84 óbitos/100.000 mulheres, em 2020, com as maiores taxas nas regiões Sudeste e Sul, com 12,64 e 12,79 óbitos/100.000 mulheres, respectivamente.

Prevenção

Para reduzir os fatores de risco, é importante adotar hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente, ter uma alimentação balanceada, evitar o consumo excessivo de álcool, não fumar e fazer a mamografia anualmente. 

“Algumas mulheres, que apresentam fatores de risco, como o histórico da doença na família, estar entre 40 anos e 70 anos, precisam redobrar o cuidado porque as chances de desenvolver a doença são maiores. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, explica Vivian.

A mamografia pode ser indicada para pacientes que não tenham a idade mínima de 40 anos, mas que tenham risco aumentado para o desenvolvimento de tumores mamários, como aquelas com histórico familiar de câncer de mama. Já em mulheres grávidas, em caso de solicitação médica, o exame de ultrassom das mamas é o mais indicado.

“A mamografia é o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama. Na rede pública de saúde esse é um dos exames mais realizados, e espera-se que as mulheres permaneçam com esses cuidados para evitar o surgimento dessas doenças” finaliza a médica. (Especial para O Hoje)

Américas vivem momento delicado frente à ameaça da pólio

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ontem (26) que as Américas vivem momento delicado frente à ameaça de retorno da poliomielite na região. Ao discursar na 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana, ele defendeu a promoção de uma vigilância epidemiológica sensível, que permita a detecção e a investigação de todos os casos de paralisia flácida aguda, quadro relacionado à pólio.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação está em andamento em todo o país e deve ser encerrada na próxima sexta-feira (30). A imunização chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde por conta da baixa adesão. As doses estão disponíveis em mais de 40 mil pontos de vacinação. A meta é imunizar 95% do público-alvo, formado por 14,3 milhões de crianças menores de 5 anos.

Crianças de 1 a 4 anos devem receber uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) previstas no esquema básico. Até o último sábado (24), 6 milhões de doses contra a pólio haviam sido aplicadas durante a campanha.

Doença

Também conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar adultos e crianças por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. Nos casos graves, em que acontecem paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A vacinação é a única forma de prevenção.

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