Ciclovias sem manutenção

Requerimento de manutenção deve ser encaminhando ao secretário de mobilidade da Capital em breve. Ciclistas dizem que ciclofaixas estão apagadas

Postado em: 19-04-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Requerimento de manutenção deve ser encaminhando ao secretário de mobilidade da Capital em breve. Ciclistas dizem que ciclofaixas estão apagadas

Marcus Vinícius Beck*

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Os ciclistas que percorrem Goiânia com suas bicicletas reclamam das condições que estão as ciclovias e ciclofaixas que cortam vários bairros da cidade.  As queixas não são de hoje e até o momento não há um projeto concreto que melhore o problema relatado pelos entusiastas dos pedais. Adeptos das bikes e grupos de ciclistas da Capital reivindicam desde o ano passado, junto à Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (SMT), a manutenção das ciclofaixas e ciclovias para que a prática do ciclismo seja um pouco mais segura.

Em função disso, o vereador Andrey Azeredo apresentou anteontem dois requerimentos que solicitam a manutenção e a fiscalização das ciclovias e ciclofaixas de Goiânia. De acordo com o parlamentar, o documento deve ser encaminhando em breve para o secretário municipal de trânsito, mobilidade e transporte, Fernando Santana, para que ele o avalie. O primeiro pedido de Azeredo é para que seja intensificada a fiscalização das ciclofaixas e ciclovias da Capital goianiense. Já o segundo ponto requerido é a revitalização e a manutenção das vias. 

Ontem, a reportagem andou do viaduto da Avenida T-63, no Setor Bueno, até o fim da via, no Bairro Anhanguera. A equipe percebeu que as faixas sinalizadora vermelha e delimitadora branca da via estavam completamente apagadas, o que torna difícil aos ciclistas identificarem os espaços permitidos para o tráfego de bike. Enquanto isso, O Hoje flagrou cerca de dez pessoas pedalando em meio à falta de sinalização. “Ali embaixo, perto da ponte, a situação está pior porque há até buraco na rua”, diz o atendente de supermercado, Jailton Gomes, 27.

O estudante universitário Nicolas Molina, 18 anos, contou que passa todos os dias pela ciclofaixa do Bairro Anhanguera. Para ele, a iniciativa de fomentar o transporte alternativo ajuda a desafogar o trânsito, mas ele ressaltou que é necessário realizar procedimentos de manutenção do espaço destinado para quem gosta de pedalar. “É importante ter ciclofaixas e ciclovias, mas o Poder Público tem de acompanhar e fazer a manutenção desses locais’”, afirma o estudante, que morou em Sevilha, na Espanha. “Lá, ao contrário daqui, há bastante ciclofaixas”. 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT) para obter maiores informações sobre a manutenção e revitalização das ciclofaixas e ciclovias, mas até o fechamento desta edição não teve resposta. 

Piora

O Hoje mostrou em dezembro deste ano que os ciclistas que andam por Goiânia não estão satisfeitos com as condições das ciclovias. Dentre as reclamações, estava a falta de infraestrutura e até mesmo os problemas relacionados à sinalização das vias, o que até o momento não foi solucionado. No entanto, o discurso da Secretaria era de que a manutenção nessas vias eram realizadas com frequência. 

Na verdade, ao redor dos parques Vaca Brava, no Setor Bueno, e do Parque Areião, no Setor Pedro Ludovico, houve intervenção por parte da prefeitura de Goiânia. Mas ainda assim as queixas dos ciclistas à época permanece, especialmente no que diz respeito à segurança, já que eles frisaram que não adiantava apenas fazer a manutenção dos locais que possuem ciclofaxias e ciclovias. É preciso, de acordo com eles, lembrar que a segurança cumpre um papel fundamental à consolidação da prática do ciclismo. 

Já o prefeito Iris Rezende logo que assumiu a cadeira principal do Paço Municipal, no início de 2016, estabeleceu que o horário permitido para a circulação em ciclofaixas e ciclovias passaria a ser das 7h às 18h. Com isso, os ciclistas passaram a contar com mais duas horas para desfrutar das duas rodas pelas áreas exclusivamente destinadas à prática do ciclismo. Esse horário passou a vigorar após comum acordo entre adeptos dos pedais, que haviam pedido para que pudessem pedalar até mais tarde. 

Assim, dados da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou que houve aumento nos casos de roubo de bicicleta, em 2017, em relação ao registrado em 2016. No ano passado, foram contabilizados 67 roubos de bike ante 40 do mesmo período. “Temos de escolher qual horário do dia pedalamos, porque os casos de roubo de bicicleta vem aumentando consideravelmente”, diz o atendente de supermercado, Jailton Gomes.

Mudanças

No ano passado, um grupo de ciclistas se reuniu com o secretário municipal de trânsito, mobilidade e transporte Fernando Santana e pediu a ampliação do tempo de uso exclusivo das ciclofaixas de lazer. Outro pedido feito foi a volta da colocação de cones para marcar os trechos e sinalizar aos motoristas que determinados trechos são destinados aos adeptos dos pedais nos finais de semana. Mas o secretário disse que não seria necessário fazer tal demarcação, pois os motoristas conhecem as regras.  

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