Acesso à internet por TV já é maior do que por tablet no Brasil

A pesquisa constatou um aumento do número de domicílios com acesso à internet, que passou de 63,6% em 2016 para 70,5% em 2017

Postado em: 26-04-2018 às 10h00
Por: Márcio Souza
A pesquisa constatou um aumento do número de domicílios com acesso à internet, que passou de 63,6% em 2016 para 70,5% em 2017

A pesquisa Características gerais dos domicílios e dos
moradores 2017, que está sendo divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a substituição gradativa das
residências que utilizam o telefone celular em detrimento do fixo e o aumento
do acesso a Internet via TV e celular em detrimento dos tablets.

Realizada com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a pesquisa constatou que, em 92,7% dos
domicílios, pelo menos um morador possuía telefone celular, enquanto o telefone
fixo era encontrado em apenas 32,1%. No ano anterior, em 92,3% dos lares, pelo
menos um morador possuía telefone móvel celular e 34,5% telefone fixo.

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Mais internet no celular e na TV

A pesquisa constatou um aumento do número de domicílios com
acesso à internet, que passou de 63,6% em 2016 para 70,5% em 2017.

O percentual de acessos via TV (10,6%) ultrapassou a
proporção dos que acessam via tablet (10,5%). Em 2016, os tablets eram usados
para acessar a internet em 12,1% dos domicílios, enquanto 7,7% usavam a TV para
este fim. O acesso por microcomputador caiu de 40,1% em 2016 para 38,8% em
2017. Em contrapartida, o acesso à rede via telefone celular passou de 60,3% em
2016 e para 69% em 2017.

“Os números mostram o que já é uma realidade no Brasil:
cresce [o número dos] domicílios com pelo menos um telefone celular, enquanto,
paralelamente, cai o número de domicílios com telefone fixo e também o acesso à
rede via microcomputador, uma vez que esse acesso à internet vem se dando cada
vez mais via telefone celular”, disse a gerente da pesquisa, Maria Lúcia
Vieira.

O uso do telefone celular aumentou em todas as regiões. Os
menores menores percentuais estão nas regiões Norte (88,8%) e na Nordeste
(89,1%); enquanto os maiores se encontram nas regiões Sudeste (93,9%), Sul
(95,0%) e Centro-Oeste (96,9%).

Menos TVs

A pesquisa do IBGE constatou uma ligeira queda no número de
televisores nos domicílios entre 2016 e 2017. No ano passado 96,8% dos
domicílios possuíam televisão no Brasil, retração de 0,6 ponto percentual em
relação ao ano anterior. Esta redução ocorreu em em todas as grandes regiões do
país e a maior queda foi no Norte (de 93,9% para 92,8%).

O mesmo fenômeno também se deu em relação aos
micricomputadores. No Brasil, 44% dos domicílios, em 2017, possuíam
microcomputadores em 2017 (inclusive portáteis),enquanto que em 2016 eram
46,2%. 

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