Sobe para 31 número de mortes por gripe H1N1 em Goiás

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) em um levantamento da Secretária da Saúde (SES). O boletim aponta ainda que no total, ao longo do período, o Ministério da Saúde informou o registro de

Postado em: 04-05-2018 às 08h45
Por: Sheyla Sousa
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) em um levantamento da Secretária da Saúde (SES). O boletim aponta ainda que no total, ao longo do período, o Ministério da Saúde informou o registro de

Após a retomada da campanha de vacinação contra a gripe H1N1 em Goiás, que segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) representa a metade da meta imunização do público-alvo, subiu para 31 o número de óbitos provocados pela doença no Estado. 

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) em um levantamento do órgão. Mesmo iniciando o processo de imunização dez dias antes do restante do país, as doses disponíveis não duraram até o previsto e acabaram na última semana.

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Procurada, a Secretaria de Saúde informou que não dispõe de dados relativos à lista de cidades que registraram mortes, em virtude de um problema ocorrido no sistema. No entanto, abrangendo todo o território nacional, o número de casos agravados da doença ultrapassou a casa das 40 cidades, incluindo o registro de variações do vírus. Ao todo, foram 19 casos de H3N2 e 2 casos de Influenza B – todas imunizadas pela vacina oferecida na rede pública.

O boletim aponta ainda que no total, ao longo do período, o Ministério da Saúde informou o registro de 54 mortes no país.

Atualização

Treze cidades do Estado registraram mortes: Além de Goiânia e de parte da Região Metropolitana da capital, como Trindade, Aragoiânia e Hidrolândia, cidades como Campo Alegre de Goiás, Jaupaci, Silvânia, Palmeiras de Goiás, Pirenópolis, Rio Verde, Carmo do Rio Verde e Morrinhos também foram alvo da doença.

Até esta quarta-feira (2), 1.008.828 pessoas já haviam sido imunizadas contra o vírus H1N1 em Goiás. Com tempo médio de 2 a 3 semanas para início da proteção, o número é relativo a cerca de 77% do público alvo, composto inicialmente por grávidas, idosos, indígenas, professores e crianças com idade entre 6 meses a 5 anos. 

Mesmo com o aumento do número de casos e mortes por conta da doença em Goiás, a Secretaria não considera que o Estado esteja passando por uma epidemia. No entanto, com o aumento dos casos da doença e o medo generalizado na população causou uma corrida pela vacina na rede particular de Goiânia e algumas cidades do interior do Estado. O que provocou um aumento no valor das doses que chegou a custar em torno de R$ 160. 

Guilherme Araujo estagiário do Jornal O Hoje, sob supervisão de Naiara Gonçalves

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