Mulheres de presos são detidas por fornecimento de regalias

Um mandado de busca também foi executado na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), integrante do Complexo Prisional de Aparecida

Postado em: 04-05-2018 às 14h40
Por: Guilherme Araújo
Um mandado de busca também foi executado na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), integrante do Complexo Prisional de Aparecida

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP) deflagrou na madrugada desta sexta-feira (4) mais uma etapa da Operação Regalia. Com o objetivo de combater uma série de benefícios oferecidos a detentos presos em instituições da capital e região, um dos alvos principais das investigações foram mulheres de presos que entravam com objetos proibidos durante as visitas íntimas. Além delas, um ex-vigilante também foi preso.

Um mandado de busca também foi executado na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), integrante do Complexo Prisional de Aparecida. Nesta terceira fase da operação, foram emitidos cerca de 30 mandados de busca e apreensão, ocasionando a prisão de companheiras de detentos e de um ex-servidor. Presos envolvidos no caso por terem recebido objetos seguem detidos, onde aguardam o julgamento de novos processos.

Realizada em parceria entre as polícias Civil, Militar e a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), as buscas foram responsáveis pela apreensão de armas, munições e bebidas alcoólicas, além de outros itens proibidos.

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Desdobramentos

Responsável por receber um dos maiores contingentes de presos do Estado, o alvo da deflagração da segunda fase da Operação Regalia foi a Unidade Prisional de Anápolis. Na ocasião foram cumpridos 11 mandados de prisão que além de punir os próprios detentos e suas companheiras, foram responsáveis por afastar integrantes importantes do sistema carcerário como diretor, supervisor e um agente.

À época, o Ministério Público apurou que no local era igualmente descumprida uma série de normas como o livre comércio de drogas, a saída de detentos para festas e a estruturação de um motel. Pequenos crimes e até mesmo a morte de um preso que a princípio teria sido vítima de suicídio também foi atribuída a detentos que cumprem pena no local.

Segundo os documentos obtidos pela investigação, a maioria dos presos não trabalhava, mas mesmo assim tinha dias descontados da pena. Havia ainda a negociação de dias da semana para que os condenados pudessem sair para visitas familiares ou ainda com finalidade bancária.

 

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