Santa Casa de Misericórdia remarca 7 cirurgias por semana

Segundo assessoria de imprensa da unidade o problema ocorre devido às dificuldades com o reabastecimento dos estoques de insumos

Postado em: 08-05-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Segundo assessoria de imprensa da unidade o problema ocorre devido às dificuldades com o reabastecimento dos estoques de insumos

Denise Soares*

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Desde abril deste ano, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, referência em Goiás e no Centro-Oeste em cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), remarca de cinco a sete procedimentos cirúrgicos por semana. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, o problema ocorre em razão das dificuldades com o reabastecimento dos estoques de insumos básicos. 

Ainda segundo a assessoria, o prazo para chegada destes materiais é nesta semana e as cirurgias devem ser feitas dentro de quinze dias. A demanda por procedimentos deste tipo, isto é, sem caráter de urgência e emergência, é enorme. Hoje, 90 pacientes aguardam para fazer cirurgia cardíaca na Santa Casa. No geral este número é bem maior.

O Ministério da Saúde divulgou, em fevereiro deste ano, a liberação de mais R$ 61,1 milhões para repasse aos 67 municípios de 17 estados brasileiros que atingiram a meta estabelecida na Portaria nº 397, de 21 de fevereiro de 2018, conforme produção cirúrgica realizada. 

Goiânia foi um dos municípios contemplados com recursos novos para cirurgias eletivas, com repasse de um pouco mais de R$ 4 milhões. Em 2017, foram feitas mais de 80,6 mil cirurgias eletivas no Brasil e a pasta repassou aos estados e municípios o montante de R$ 49,3 bilhões para custeio de ações, serviços e procedimentos, incluindo estes procedimentos.

Devido ao horário de fechamento desta edição, a assessoria de imprensa da Santa Casa não conseguiu apurar se o hospital já recebeu o repasse desta verba liberada pelo Ministério da Saúde.

No geral, cirurgias de pele, tecido subcutâneo, oftamológicas; cirurgias das glândulas endócrinas; cirurgias do sistema nervoso central e periférico; cirurgias das vias aéreas superiores, da face, cabeça e pescoço; cirurgias e oncológicas; cirurgias do aparelho circulatório e digestivo e cirurgias do aparelho osteomuscular, estão entre as mais procuradas pela população nos hospitais de todo o país, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde.

Reincidência

A crise atinge todo o hospital deste o ano passado. Em agosto de 2017, os 540 médicos da unidade ameaçaram parar o atendimento por falta de medicamentos e insumos, além de condições adequadas de trabalho. Na época, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) aprovou a instauração de um procedimento de interdição ética do hospital.

Já no dia 30 de abril, a maternidade da Santa Casa encerrou todas as suas atividades, conforme anunciado desde o dia 10 de abril, por meio de nota. O fechamento incluiu, além dos partos, todas as consultas de ginecologia e obstetrícia. Segundo a superintendente-geral da unidade, Irani Ribeiro de Moura, o serviço foi fechado por falta de profissionais. Um dos motivos eram os pagamentos defasados oferecidos pelo SUS. (Denise Soares especial para O Hoje) 

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