Diminui acidentes com vítimas fatais em 8,36% em Goiás

Redução foi entre janeiro a abril deste ano em comparação com igual período de 2017. Goiânia figura como uma das cidades com mais acidentes com óbitos

Postado em: 09-05-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Redução foi entre janeiro a abril deste ano em comparação com igual período de 2017. Goiânia figura como uma das cidades com mais acidentes com óbitos

Denise Soares

Apesar do alto índice de acidentes de trânsito registrados diariamente no Estado, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) informa que houve a redução de 8,36% no número de acidentes com vítimas fatais em Goiás. A comparação é de janeiro a abril de 2018 com igual período de 2017. O total de mortos passou de 335 para 303. No ano passado, os óbitos no trânsito totalizaram 1.076.  Conforme levantamento, a maioria dos casos ocorreu entre sexta-feira e domingo, com 174 vítimas. O número é maior do que o registrado nos demais dias da semana.

Continua após a publicidade

Segundo dados da Delegacia Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict), em Goiânia as ocorrências são equilibradas, isto é, 50% ocorrem aos finais de semana. No entanto, a Capital leva o título de município com mais acidentes com mortes em 2018. Nos quatro primeiros meses deste ano já foram registrados 63 óbitos, 16% no ranking total do Estado. Anápolis está em segundo lugar com 15,6% dos acidentes fatais e Aparecida de Goiânia aparece na terceira posição com 14,3%.

Em Goiânia, 70% das vítimas fatais eram condutores ou passageiros de motocicletas. O dado já é maior do que o registrado em 2017, cujo índice foi de 62%. A maioria dos acidentes ocorre no início da noite, das 17 horas até as 20 horas. Jovens com idade de 18 a 35 anos lideram os ocorrências. Segundo a titular da Dict, Nilda Andrade, os números comprovam a imprudência dos motociclistas e condutores mais jovens.

Contudo, a Capital também apresenta a redução no número de acidentes com mortes. De acordo com a Dict, entre 2016 e 2017, o número de óbitos no trânsito passou de 244 para 194. O número de vítimas em motocicletas passou de 74% para 62%. A delegada alerta que a redução não representa a diminuição nas ocorrências. “Os acidentes de transito não caíram. O que ocorre é a melhora no atendimento de urgência e emergência. As vítimas passaram a ter mais chances de se recuperar.”

Conscientização e fiscalização

O diretor técnico do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Daniel Fernandes Leite, acredita que os resultados são um reflexo do trabalho de conscientização e fiscalização feito pelo órgão durante todo o ano e reforçado durante a campanha Maio Amarelo, realizada neste mês. “Estamos na quinta edição da campanha. Da primeira até hoje tivemos uma redução significativa dos acidentes de trânsito. Entre 2015 e 2017, a redução do número de acidentes com vítimas fatais foi de 20%”, destaca. “Ainda não é um percentual tão significativo, mas representa um grande avanço”, completa.

Palestras em escolas, hospitais, postos de saúde e demais locais públicos em todo o Estado também integram as ações da campanha que este ano conta com um reforço. “Superamos as parcerias do ano anterior, passamos de 100 para 150 parceiros entre CFS, empresas, comunidade, e, principalmente municípios, a exemplo Rio Verde e Jataí, sem esquecer o apoio da imprensa”, sublinha o diretor técnico do órgão.

Projetos como Detranzinho e Goiás Sinalizado completam as ações. O primeiro consiste na reprodução de uma cidade em miniatura com veículos adaptados. “É uma forma lúdica de ensinar as crianças sobre as leis de trânsito. Elas são nossos maiores fiscais junto aos pais”, analisa. Já o Goiás Sinalizado compreende a realização de serviços de pintura de faixas horizontais e colocação de sinalização vertical em municípios parceiros que não tem condições de arcar com os custos sozinhos.

Daniel Fernandes ressalta que a expectativa do Detran-GO é superar o ano passado e ampliar o decréscimo dos acidentes, sobretudo, dos óbitos. “Hoje 60% dos leitos hospitalares são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito. Temos que melhorar neste quesito para saúde pública avançar. Todas as nossas iniciativas são elaboradas para preservar a vida”, finaliza. 

Veja Também