Instituto Chico Mendes monitora 11 espécies ameaçadas de extinção

O projeto busca, além da proteção aos próprios animais por meio de monitoramento, preservar seus ambientes nativos

Postado em: 14-05-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
O projeto busca, além da proteção aos próprios animais por meio de monitoramento, preservar seus ambientes nativos

Com o propósito de preservar a fauna presente em Goiás, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) conseguiu identificar mais de 11 espécies características em ameaça de extinção. Divididas em categorias de acordo com o grau de perigo, essas variedades contemplam, principalmente, répteis, anfíbios, primatas e peixes. O projeto busca, além da proteção aos próprios animais por meio de monitoramento, preservar seus ambientes nativos. 

Os grupos de divisão dessas espécies são o vulnerável (VU), em perigo (EP) e criticamente em perigo (CR). A autarquia responsável conta com a parceria de diversas entidades como o Ministério do Meio Ambiente, ao qual é vinculada, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a ONG Instituto Boitatá.

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A iniciativa integra o Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal, orçado em R$ 17,5 mi e com duração prevista para cinco anos. Segundo informações do Instituto, a principal causa dos riscos de extinção é a expansão urbana e agropecuária, responsável pela degradação do habitat. A ação conta também com o envolvimento de instituições acadêmicas goianas como a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), o Instituto Federal Goiano (IFG) e a Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Ao mesmo tempo em que o programa é focado em espécies que vivem em todo o estado, também contempla algumas habitantes de parques como a Chapada dos Veadeiros, no caso do sapo Allobates goianus. Dentre os animais nativos de Goiás que compõem a lista, o único criticamente em perigo é o peixe Baryancistrus niveatus. Uma das propostas do plano é a criação de um comitê para a bacia Tocantins-Araguaia, a fim de elevar a qualidade de vida das espécies nativas. 

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