Elefanta explorada em circos até adoecer, morre na Chapada dos Guimarães

Ramba viveu apenas dois meses no santuário; por sete anos lutou contra uma doença renal crônica. Vítima de maus-tratos, ela foi resgatada no Chile em 2011, por uma ONG – Foto: Reprodução.

Postado em: 28-12-2019 às 17h52
Por: Nielton Soares
Ramba viveu apenas dois meses no santuário; por sete anos lutou contra uma doença renal crônica. Vítima de maus-tratos, ela foi resgatada no Chile em 2011, por uma ONG – Foto: Reprodução.

Nielton Soares

A elefanta Ramba morreu, na quinta-feira (28), após dois meses que chegou ao Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Ela veio do Chile para o Brasil, em outubro deste ano, sendo desembarcada no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

A elefanta tinha 53 anos e pesava quase quatro toneladas. Antes, a história de Ramba, teve iniciou quando foi vendida na Ásia e levada para a Argentina, onde trabalhou em diversos circos até que em 1995, quando foi levada para o Chile para apresentações no Los Tachuelas, o circo mais famoso daquele país. 

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A postagem da rede social do Parque informou que “quando Ramba foi diagnosticada com doença renal, ainda no Chile, há sete anos, tínhamos muita esperança que ela conseguisse viver por mais um ano, no mínimo. Milagrosamente esse ano transformou-se em sete, dando-lhe forças que a ajudaram a chegar ao Santuário”.

O comunicado acrescenta ainda que a elefanta viveu momentos felizes, mesmo que breves no santuário. “Prometemos, repetidas vezes, que ela viria para o Santuário e ela lutou para chegar até aqui. Aqui encontrou uma alegria gigantesca, conseguiu explorar como sempre desejara e descobriu o sentido da verdadeira amizade. Talvez fosse tudo o que ela precisava e merecia”.

Ramba possui marcas de cicatrizes pelo corpo, por causa do uso de correntes e a doença renal crônica, era decorrente da falta de consumo de água, na época da exploração dos circos. 

No poste, é contado como a elefanta foi encontrada. “Ela parecia estar dormindo. Sua morte deve ter sido repentina, pois a grama ao seu redor estava intocada. Apenas um lindo elefante, deitado em um belo pasto, os olhos suavemente fechados e o rosto doce, tão calmo como costumava ser”.

Resgate

Após denúncias de maus-tratos e posse ilegal de animais, Ramba foi confiscada pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile, em 1997, e proibida de fazer apresentações apesar de o circo continuar de posse do animal. 

Já em 2011, a ONG chilena Ecópolis conseguiu na Justiça a transferência dela para o Parque Safári do Chile, em Rancágua, a 97 quilômetros de Santiago. Mas, lá ela sofria com os invernos rigorosos, devido o local fazer parte da Cordilheira dos Andes. (Com informações da Agência Brasil)

 

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