Marcelo Baiocchi e Gustavo Mendanha defendem paralização do transporte público

Postado em: 05-03-2021 às 18h00
Por: Carlos Nathan Sampaio
Para ambos, empresários é que deveriam custear o deslocamento de seus funcionários | Foto: reprodução

Nathan Sampaio

Enquanto não surgem informações oficiais sobre a continuidade dos decretos em Goiânia e Região Metropolitana, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha e o presidente da Fecomércio de Goiás, Marcelo Baiocchi, se manifestaram nesta sexta-feira (5/3) sobre o transporte público na região metropolitana. De acordo com eles, as companhias de ônibus não seguem os protocolos sanitários, portanto, deveriam interromper o serviço.

Baiocchi chegou a se reunir com o prefeito Rogério Cruz nesta sexta e o encontro teve, como pauta, a publicação de um novo decreto para a reabertura dos comércios na capital a partir da próxima semana. Já Mendanha divulgou sua sugestão nas redes sociais.

A proposta sugerida por Marcelo Baiocchi, em relação à paralisação integral do transporte coletivo da capital é por que o sistema é um “ponto de foco de contaminação de Covid-19”. Segundo ele, a paralisação do transporte coletivo não afetaria os empresários e que, para alguns negócios, o pagamento por parte do empresário de carros de aplicativo para transportar os seus funcionários seria uma solução.

Gustavo Mendanha publicou, em suas redes sociais, a mesma sugestão. “Todos precisam seguir o protocolo, inclusive o transporte coletivo. Se não conseguem cumprir as medidas sanitárias, concordo com a proposta de lideranças empresariais em paralisar o transporte público e que cada empresário viabilize o deslocamento de seus funcionários”, disse ele, em concordância com Baiocchi.

Em resposta à sugestão, o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Goiás (Sindesp Goiás), Ivan Hermano filho, faz um alerta para o risco de insegurança em hospitais e estabelecimentos essenciais com uma possível paralisação do transporte público coletivo. “Pedimos a conscientização das autoridades para que não pare o transporte público metropolitano, por uma razão simples: para que um hospital posso funcionar adequadamente, um dos quesitos principais é que haja segurança, e os nosso trabalhadores não conseguirão chegar nos seus locais de trabalho se o transporte público estiver parado. Precisamos dos vigilantes nos locais onde trabalham”, disse ele em vídeo divulgado nesta sexta.

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