Alberto Dines entrevista Aderbal Freire-Filho no ‘Observatório da Imprensa’

Postado em: 18-02-2016 às 00h00
Por: Redação

O diretor de teatro Aderbal Freire-Filho é o convidado do jornalista Alberto Dines na edição especial do programa Observatório da Imprensa da TV Brasil, hoje, às 23h. No cenário do programa Arte do Artista, apresentado pelo dramaturgo na mesma emissora, Aderbal e Dines con­versaram sobre teatro, formação de atores e mídia. 

Na entrevista, o autor e também ator deu uma aula da história do teatro brasileiro. Aderbal Freire-Filho voltou ao início do século XX para relembrar as companhias teatrais portuguesas que vinham se apresentar no Brasil, onde muitos atores acabavam fixando residência e o país ganhando novos sotaques.

Dines e Aderbal também falam sobre o financiamento da cultura e recordam grandes nomes do teatro nacional como Pascoal Carlos Magno, um dos responsáveis pela criação da função de diretor teatral. Durante a conversa, com seu humor peculiar, o convidado define: “O teatro nasceu em 1564 e morreu em 1616 e tem o pseudônimo de William Shakespeare”.

Ganhador dos prêmios Molière, Mambembe e Shell, o diretor fundou em 1973 o Grêmio Dramático Brasileiro e, de lá pra cá, ele já montou mais de 100 peças, como O Tiro que Mudou a História sobre a vida de Getúlio, encenada dentro do Palácio do Catete, residência oficial do Presidente. Em 2015, dirigiu sua namorada Marieta Severo no espetáculo Incêndios, adaptação para o teatro de um filme de sucesso.

Há quase 19 anos na emissora com o seu Observatório da Imprensa, o veterano Alberto Dines se sente em casa no cenário do programa Arte do Artista, que está em sua terceira temporada na TV Brasil.

Com sua irreverência característica, Aderbal conta que a sua atração busca debater a própria arte fugindo dos padrões convencionais; proposta que definiu para ingressar em sua primeira empreitada na televisão há quatro anos. Para o diretor teatral, o programa propõe uma nova forma de ver e fazer tevê, lançando mão do conceito de obra em progresso, em que a concepção é paralela à produção.  

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