Pablo Picasso: Rio recebe exposição

Mostra possibilita uma rara imersão no universo do artista por meio de obras quase nunca vistas no Brasil

Postado em: 16-09-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Mostra possibilita uma rara imersão no universo do artista por meio de obras quase nunca vistas no Brasil

Depois de uma temporada de quase três meses em São Paulo, de 22 de maio a 14 de agosto no Instituto Tomie Ohtake, chega ao Rio de Janeiro a exposição Picasso: mão erudita, olho selvagem. Aberta no último dia 13 de setembro na Caixa Cultural Rio, a mostra reúne 138 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, cerâmicas e fotografias, pertencentes ao Musée National Picasso, de Paris, e que cobrem as principais fases do artista espanhol nascido em Málaga, em 1881, e falecido na em Mougins, na França, em 1973.
Organizada pelo Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a instituição francesa, a exposição possibilita ao público uma rara imersão no universo de Pablo Picasso, por meio de obras em grande parte nunca vistas no Brasil. A curadoria é da francesa Emilia Philippot, também curadora do Musée Picasso, que tem seu acervo formado por doações sucessivas dos herdeiros do pintor, em 1979 e 1990.
“A exposição é mais cronológica do que temática. Nós pedimos ao Museu Picasso que a mostra abrangesse as várias fases de Picasso, a juventude, as fases azul e rosa, depois o cubismo, a arte mais gráfica, o surrealismo, a arte política, e fase final da vida dele”, disse o diretor do Instituto Tomie Ohtake, Ricardo Ohtake, em entrevista ao programa Arte Clube, da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro. O visitante faz o percurso pela trajetória de Picasso em dez seções.
Também integram a mostra 22 fotografias feitas por André Villers (1930-2016), em parceria com Picasso, e três fotografias de Pierre Manciet, feitas durante as filmagens de La vie Commence Demain (1949), de Nicole Védrès, no ateliê do artista. O filme pode ser visto pelo público, assim como outros dois: Guernica (1950), de Alain Resnais e Robert Hessens, que aborda a obra-prima do pintor, e Le Mystére Picasso (1956), de Henri-Georges Clouzot, sobre o processo criativo do artista.
“Esses filmes dão uma perfeita ideia de como Picasso pintava, de como ele criava. São filmes que respondem àquela pergunta que todo mundo faz: afinal de contas, por que Picasso é tão importante assim? A gente vê que o homem era de uma criatividade impressionante”, comentou Ricardo Ohtake.
A exposição Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem fica em cartaz no Rio até 20 de novembro próximo. A visitação é de terça-feira a domingo, das 10h às 21h, mas,  enquanto durar a greve dos bancários, a Caixa Cultural abre nos dias úteis somente às 18h. Nos fins de semana, a exposição pode ser vista a partir das 10h.
A entrada é grátis, e a Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, nº 25, no Centro do Rio.

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