Sesc exibe em São Paulo mostra sobre arquiteta Lina Bo Bardi

O Serviço Social do Comércio (Sesc) exibe, até o próximo dia 11 de dezembro, na capital paulista, a mostra internacional Lina Bo

Postado em: 18-10-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa

O Serviço Social do Comércio (Sesc) exibe, até o próximo dia 11 de dezembro, na capital paulista, a mostra internacional Lina Bo Bardi: Together. Na mostra, estão sendo exibidos cinco filmes sobre Lina, dirigidos por Tapio Snellman (cineasta e arquiteto), além de objetos da cultura popular brasileira caros à artista, três exemplares e desenhos originais de sua celebrada bowl chair (“cadeira tigela”), de 1951. Há ainda uma extensa linha do tempo que mostra a trajetória de Lina no campo social e das artes.
Focada no trabalho da arquiteta italiana radicada no Brasil, responsável pelo projeto do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a mostra já passou Londres, Viena e Berlim, e faz sua última apresentação no Sesc Pompeia.
Segundo o diretor regional do Sesc, Danilo Santos de Miranda, a exposição aproxima o público da essência fortemente defendida por ela, a de que o livre curso da convivência é um dos aspectos mais relevantes dos seres sociais. “Outras criações de Lina, como a Casa de Vidro, o Solar do Unhão e o design de objetos são também abordados na exposição, por meio de interpretações poéticas em diferentes linguagens, que vão oferecer aos visitantes acesso às preocupações presentes nas soluções espaciais que o trabalho de Lina desvela”, diz Miranda.
Para a curadora da exposição, Noemí Blager, a voz de Lina como escritora e oradora é de igual importância para seus projetos e edifícios e, por isso, sua voz pode ser ouvida por meio de citações exibidas por mãos de papel (motivo frequentemente esboçado por Lina), desenhadas pela artista Madelon Vriesendorp, antes de entrar nas duas seções que encerram as instalações.
Segundo a curadora, a primeira sessão reforça a intimidade de Lina, por meio fotografias de Ioana Marinescu e de um vídeo de Tapio Snellman sobre a vida que ela criou para si e seu marido, o crítico de arte Pietro Maria Bardi, na Casa de Vidro (1950), no bairro paulistano do Morumbi. A sessão mostra os objetos da cultura popular brasileira que Lina colecionava e seu mobiliário eclético. A segunda seção mostra a instalação que explora o lado público da artista com objetos produzidos durante os workshops que Madelon organizou com crianças no Solar do Unhão. 
A exposição exibe ainda um filme sobre o Lina Bo Bardi Fellowship, programa que teve quatro edições realizadas pelo British Council, o Sesc São Paulo e o Instituto Lina o e P.M. Bardi. Uma extensa cronologia escrita por Renato Anelli, arquiteto e diretor do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, finaliza a exposição.

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