Especialista explica que Geração Z e Millennials se completam no trabalho

Apesar das diferenças de comportamento dos perfis geracionais, ambas somam para as organizações

Postado em: 18-07-2021 às 16h30
Por: Augusto Sobrinho
Apesar das diferenças de comportamento dos perfis geracionais, ambas somam para as organizações | Foto: Reprodução

As discussões de comportamento dos perfis geracionais sempre existiram, mas, recentemente, viralizou o termo “cringe” e este assunto ganhou mais destaque nas redes sociais. Dentro desse assunto é importante pensar sobre como essas diferenças podem ser enriquecedoras e desafiadoras para o mercado de trabalho.

O contexto em que cada pessoa cresce ajuda a definir os valores, crenças e comportamentos. Mas isso não significa que ao crescer em uma realidade similar todos sejam iguais, pois cada um vive, sente e reage de uma maneira às experiências pelas quais passa, porém, um perfil geral pode ser traçado. Esse é o caso das gerações denominadas como Z e Millennials.

Todos que nasceram entre 1980 e 1994 pertencem a Geração Y, que é denominada como Millennials, enquanto a Geração Z é composta por aqueles nascidos entre 1995 e 2010. Muito diferentes um do outro, cada um tem suas peculiaridades e maneiras de pensar o que faz com que surjam conflitos em alguns momentos e, em outros, interações.

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Segundo o consultor em gestão e planejamento estratégico, Uranio Bonoldi, os Millennials cresceram em uma realidade já ditada pela tecnologia e, por isso, são resilientes, voltados para resultados e possuem espírito empreendedor. “Essa geração mostrou a importância de conciliar trabalho com o lazer e tempo para a família e amigos, ajudando a flexibilizar a jornada de trabalho”, comenta.

 Por outro lado, a Geração Z nasceu em uma realidade ainda mais tecnológica e imediatista, na qual cada vez mais foram levantadas pautas sociais, étnicas e sobre sustentabilidade. “Como resultado são, de maneira geral, poucos pacientes, não têm medo de mudança, são ótimos e rápidos em aderir novas tecnologias e vivem nas redes sociais”, afirma Uranio.

Apesar de as características não serem absolutas, estudos entendem que de fato existem peculiaridades que conectam os indivíduos da mesma geração, confirmando alguns padrões de comportamento. Isso também se aplica para no ambiente de trabalho, muitas das qualidades das gerações acontecem no âmbito pessoal e profissional.

Qualquer organização eventualmente vai se deparar com diferentes gerações ao longo de sua história, sejam internamente com os colaboradores ou externamente com clientes, fornecedores etc. “Então, não adianta fugir dessas interações, o importante é aprender com as diferenças e com isso criar uma cultura que potencialize todas as qualidades das gerações”, destaca o consultor em gestão.

Para o especialista, conviver com pessoas de diferentes gerações é uma oportunidade de se adaptar às mudanças e adquirir novos conhecimentos. “A troca entre a Geração Z e Y é importante para ambos. Pois, o primeiro ajuda a pensar fora da caixa e se adaptar, enquanto os Millennials ensinam a ter resiliência e se empoderar, ou seja, um complementa o outro”, ressalta.

O desafio é integrar pessoas de eras distintas no cotidiano do trabalho sem gerar conflitos. “Agradar e atrair talentos das duas gerações sem perder a identidade da organização não é uma tarefa fácil. Identificar como cada geração pode contribuir para o desenvolvimento da empresa é fundamental, assim como abraçar as diferenças e reinventar os processos e cultura da empresa com o passar do tempo garante que a empresa não fique para trás. Os gestores precisam entender e conciliar as necessidades para promover um ambiente confortável, próspero e produtivo”, finaliza Uranio.

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