A cena cultural goiana ganha mais uma joia: o festival Obalalá

Postado em: 09-05-2022 às 11h01
Por: Redação
Em sua estreia, o evento se coloca no mesmo nível dos grandes festivais de música alternativa da cidade | Foto: Guilherme de Andrade

Guilherme de Andrade e Isabella Lima

Aconteceu na última sexta-feira (6) a primeira edição do Festival Obalalá, em Goiânia. O Palácio da Música, no centro cultural Oscar Niemeyer, abrigou o evento que contou com cinco atrações ao longo da noite. O principal nome do festival foi o da cantora Marina Sena, diva da música em ascensão, que performou seu novo álbum ‘ De primeira’, lançamento que já ultrapassou a marca de 7,5 milhões de visualizações nas plataformas de streaming. 

A pista do festival foi aberta com a discotecagem de Odara Kadiegi (DF), que trouxe o ancestral e o futurístico em seu som. Na sequência veio a DJ Gabi Matos (GO) que explorou as influências do Norte do país com ritmos como o Tecnobrega, a Cumbia e o Reggae. Antecedendo a atração principal da noite, tivemos o set repleto de brasilidades da DJ Tata Ogan (RJ), que convidou ao palco a cantora Bruna Mendez para um feat ao vivo com as duas artistas.  

Com atmosfera de romance tropical, a apresentação de Marina Sena lotou e agitou o Palácio da Música. A multidão acompanhou a cantora a plenos pulmões ao som de hits como ‘Por supuesto’, ‘Ombrim’ e ‘Me toca’. Durante coletiva de imprensa, a artista revelou para o jornal ‘O Hoje’ que se sentiu muito acolhida em Goiânia pois a capital a lembrou de sua cidade natal, e prometeu certamente voltar. Finalizando seu comentário, Marina promete ainda: “Podem ficar atentos porque têm lançamento novo ainda esse ano”.  

A produção do evento

A noite foi finalizada com um setlist de um dos produtores do evento, o DJ Bruno Caveira que trouxe à pista ritmos como o Dub,  o Afrobeat e o Trip Hop. Falando de suas expectativas para o futuro do festival, Caveira conta: “O que faz a pista ferver é juntar pessoas com várias vivências. O Obalalá vai ser o festival do respeito e da ferveção”. O festival se mostrou também engajado com causas sociais e políticas de muita relevância.   

Com nome em homenagem ao ícone brasileiro João Gilberto, a Obalalá surgiu como um projeto sonoro de pesquisas em vinil, iniciado por Caveira em 2017 ao lado do DJ goiano Sabará.  “Inicialmente era somente uma discotecagem. Com o tempo se tornou um festival que mistura bandas e DJ ‘s em um formato para contemplar o show com pegada de balada”, conta Bruno ao ressaltar que o festival  traz para a capital goiana artistas que estão fora do mainstream, permitindo novas descobertas do público.

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